Apostila de Orientações

Para o Ensino da Palavra de Deus às Crianças, Intermediários e Adolescentes

Créditos

“Instrui o menino no caminho em que ele deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”  Provérbios 22:5

Toda a honra e toda a glória sejam dadas ao nosso Senhor Jesus Cristo que orientou todas as coisas, desde o início dessa Obra gloriosa, para que este trabalho fosse consolidado de uma maneira maravilhosa, em nossos dias.

Agradecemos ao nosso Deus pela instrumentalidade dos queridos Pr. Edward Hemming Dodd e Sara Gueiros Dodd, os quais foram usados com poder para que o ensino das classes rompesse em fé no decorrer dos anos, levando muitas crianças, intermediários e adolescentes a alcançarem a salvação em Jesus, tendo suas vidas guiadas na firmeza da Palavra de Deus.

Glorificamos ao Senhor pelos nossos irmãos Jerusa Margarida M. Gueiros Samú, Rafael Samú e Eloisa Helena Malavasi Ribeiro, os quais sempre se colocaram à disposição para a realização deste trabalho, cujo fruto estamos colhendo nesta hora.

Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Grupo de Trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes

Apresentação

Esta apostila traz orientações para o aperfeiçoamento do trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes – CIAs. Está direcionada às professoras de classes, diáconos, pastores e todos os demais irmãos envolvidos no trabalho.

É de distribuição interna para as igrejas vinculadas ao Presbitério da Igreja Cristã Maranata, possuindo, exclusivamente, fins educativos.

“Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” Romanos 12:7

Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Grupo de Trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes

I. Histórico do Trabalho

Desde o início da Igreja Cristã Maranata, nestes 54 anos, sempre houve um cuidado especial para que nossas crianças e adolescentes crescessem com uma experiência de salvação em Jesus, aprendendo e aplicando a Palavra de Deus em suas vidas. A preocupação sempre foi formar cidadãos que vão morar no céu. E, durante todos esses anos, o Senhor levantou servos e servas valentes para passarem a herança da Palavra de Deus para nossas crianças e adolescentes:

“Instrui o menino no caminho em que ele deve andar e até quando envelhecer, não se desviará dele.” Provérbios 22:6

Em 1968 o trabalho teve seu início sem uma ordem precisa, resultando em uma única classe, em que todos ficavam juntos no momento dos cultos.

Em 1984, o Pr. Manoel de Passos Barros, então presidente do Presbitério, se reuniu com o Pr. Edward Dodd e outros pastores para tratar acerca do ensino de crianças e adolescentes. Nessa reunião, o Senhor deu várias orientações, mostrando uma nova direção para o trabalho.

O Senhor deu uma visão que mostrava três caixas d´água que se enchiam e derramavam água de uma para a outra; da menor, até a maior. Cada caixa trazia a idade de cada classe, definindo assim a qual delas cada criança deveria pertencer. O discernimento dado foi sobre a necessidade de se estruturar o ensino para três classes com diferentes faixas etárias, pois haveria maior proveito.

Com essa orientação, as classes da Escola Bíblica Dominical passaram a ser divididas em:

1ª Classe: Crianças de 3 até 7 anos;

2ª Classe: Intermediários, que são as crianças de 7 até 11 anos;

3ª Classe: Adolescentes, que são os com idade de 11 até 15 anos.

Após o 15º aniversário, os adolescentes são promovidos para a classe de jovens.

Outros dons espirituais vieram reforçar a importância da divisão correta das classes. Em um dos dons, o Senhor mostrou uma criança infeliz, sofrendo muito porque os pés doíam. Ela tinha dificuldade para andar e brincar. Constatou-se que ela estava com sapatos de tamanho muito diferente daquele que era necessário para o seu pé. O Senhor mostrou que eram dados sapatos do tamanho certo para ela. E ela saía alegre, correndo e brincando.

O discernimento acerca desse dom foi que o Senhor mostrava a necessidade de que cada criança ficasse na classe determinada para a sua idade. Se ficasse em uma classe não adequada para a sua idade, ela iria ter dificuldades para caminhar na presença do Senhor, como se estivesse com sapatos pequenos ou grandes demais.

No início de 1997, o Senhor revelou ao Presbitério quatro alvos para a Sua Obra:

  1. Aperfeiçoamento dos ministérios e grupos de intercessão;
  2. Aperfeiçoamento do trabalho de senhoras;
  3. Aperfeiçoamento do louvor;
  4. A unificação do ensino da Palavra de Deus para crianças, intermediários e adolescentes.

A unificação mostrada pelo Senhor visava que todas as igrejas da Obra conhecessem e colocassem em prática todas as revelações para o ensino de crianças, intermediários e adolescentes divulgadas pelo Presbitério, desde 1984.

Para atender as orientações dadas, foi criado o Setor de Ensino do Presbitério, sob a coordenação do Pr. Edward Dodd e da irmã Sara Gueiros Dodd, que, com um grupo de irmãos, estruturaram o trabalho do ensino para as classes, para a divulgação, em nível nacional, a todas as igrejas.

Posteriormente, o Senhor repetiu a visão das três caixas d’água, mas desta vez as caixas eram de ouro e, ao invés de água, continham óleo.

O Senhor estava destacando, na visão, o valor e o poder de Deus (caixas de ouro) no meio deste trabalho, através da operação do Espírito Santo (o óleo) que iria renovar as três classes como resultado da obediência às revelações.

Em 2001, em Belo Horizonte, foi realizado o 1º seminário para as classes. A partir de 2002 este seminário começou a acontecer nas igrejas em todo Brasil. De 2002 até os dias de hoje, esse seminário nunca foi interrompido. Isso tem sido motivo de alegria para a Obra com resultados maravilhosos da operação de Deus, especialmente, a salvação eterna.

1.1. A origem da classe de 0 a 3 anos

O trabalho com as crianças de 0 a 3 anos, muito embora já contido nas Sagradas Escrituras há mais de quatro mil anos, ainda era um segredo selado para os nossos dias.

“Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, pelas suas gerações; contarás a todo varão da idade de um mês para cima.” Números 3:15

“Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu tálamo.” Joel 2:16

“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.” Salmo 8:2

Entretanto, em julho de 2015, em uma de nossas igrejas em Vila Velha, Espírito Santo, Deus começou a revelar, através dos dons espirituais, o Seu propósito acerca dessa classe.

Esse trabalho, embasado na Palavra de Deus, iniciou em tempo aceitável, por direção do Espírito Santo. Temos a garantia de que o Todo Poderoso sempre esteve atento e cuidando dos filhos dos Seus servos que, desde o ventre, ainda informes, são gerados e criados no temor do Senhor.
Sobre o fundamento bíblico, a irmã Sara Gueiros Dodd traz as seguintes considerações:

“O trabalho de 0 a 3 anos está fundamentado na Palavra de Deus, pois encontramos inúmeras passagens que mostram o cuidado do Senhor com as crianças, em particular, dessa faixa etária. Na história do povo de Deus vimos mães que lutaram pela vida de seus filhos quando, em meio a perseguições, o adversário tentava tirar a vida das crianças.

No Egito, as parteiras tinham ordens para matar todos os meninos que nascessem, porém elas não o fizeram. Joquebede pôde cuidar, assim, de seu filho Moisés. Ela o escondeu da ira de Faraó e, por um propósito de Deus, Moisés cresceu dentro do palácio, como filho da filha de Faraó.

No entanto, no período em que esteve com a sua mãe até desmamar, recebeu todo o ensino que lhe deu base e estrutura para fazer a escolha certa no momento que Deus o chamou. Seu cérebro foi trabalhado por Joquebede, sua mãe, quando era ainda muito criança.

A Bíblia nos dá outro exemplo do poder da Palavra de Deus na vida das crianças: Samuel. Samuel foi preparado por Ana até o desmame e enfrentou uma luta dentro da casa do profeta Eli. Porém, ele se manteve fiel ao Senhor e guardou a Palavra por toda a sua vida.

A Bíblia nos mostra que sempre houve uma grande perseguição às crianças, com o intuito de impedir a Obra de Deus. Vamos lembrar que o inimigo de nossas vidas tentou matar, desde o tempo de Moisés, os recém-nascidos. Não nos esqueçamos também de Herodes que decretou a morte dos meninos de 2 anos para baixo, querendo atingir a Jesus.

Se a Obra do Senhor estiver atenta a isso, os pais serão vitoriosos e não criarão seus filhos para o inferno.

O que poderia um bebê fazer contra reinos tão poderosos? Se os meninos fossem mortos, com quem as meninas se casariam? E se as meninas fossem mortas (caso existente na China), com quem os meninos se casariam?

Aí está o ponto em que só pelo Espírito Santo somos capazes de entender. Satanás sabia que esses pequenos iriam crescer e seriam usados na realização na Obra de Deus. E Deus também sabe. A Sua onisciência é para dar vida!

O Senhor deu dons a respeito de uma nova classe, de 0 a 3 anos. Vamos preparar desde o ventre das mães as nossas crianças.”

O Senhor concedeu os seguintes dons que deram origem ao trabalho da classe de 0 a 3 anos:

  • O Senhor mostrou em um sonho uma agenda sendo escrita no céu pelas mãos de Deus e, em uma das páginas, estava escrito: “Reunião de oração de mães e crianças de 0 a 3 anos”. Era orientado para entregar aquela agenda nas mãos do pastor da igreja.
  • O Senhor deu um sonho em que uniformes de soldados eram confeccionados no céu e distribuídos por anjos nas igrejas para crianças, intermediários, adolescentes e jovens. Os uniformes eram para servos que estavam em treinamento para integrarem o exército de Deus e eram entregues às professoras das classes. Também havia uniformes para bebês e crianças menores de 3 anos, porém esses eram dados às mães. Quando elas recebiam o uniforme, a princípio, ficavam surpresas, pois pensavam que seus filhos eram muito pequenos para participar de um treinamento militar. Mas um anjo dizia que eles deveriam participar do treinamento, pois já estavam sendo preparados para serem soldados nesse exército.
  • O Senhor mostrou uma visão que acrescentava mais uma caixa d’água à estrutura que Ele já havia mostrado anteriormente, iniciando oficialmente a classe de 0 a 3 anos.

Maravilhoso é ver como o Senhor tem cuidado das nossas crianças desde o ventre, e revelado cada detalhe deste trabalho tão nobre.

1.2. O Grupo de Trabalho de CIAs

Em abril de 2015, foi criada a Comissão de Doutrina, Fé e Ética, cujas atribuições abrangiam a coordenação do trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes (CIAs). Em 2019 a Comissão passou a se chamar Grupo de Trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes (CIAs).

Nas reuniões iniciais do Grupo de Trabalho de CIAs para tratar do trabalho de crianças, intermediários e adolescentes, o Senhor concedeu uma visão que mostrava o mapa do Brasil. Em vários pontos do mapa havia candeias que brilhavam intensamente, em outros brilhavam menos, e em outros o brilho era muito fraco. Via-se que as candeias passavam a brilhar na mesma intensidade e eram abastecidas por um óleo novo.

O entendimento foi que o Senhor iria alcançar muitas igrejas em todo o Brasil, por meio do aperfeiçoamento da unificação do ensino, conforme o Senhor já havia mostrado no início do trabalho.

O Grupo de Trabalho de crianças, intermediários e adolescentes possui os seguintes objetivos:

  • Reforçar o ensino das crianças, intermediários e adolescentes, implementado em 1984 e unificado em 1997.
  • Padronizar o material enviado para as igrejas, para o ensino das classes de crianças, intermediários e adolescentes, enfatizando os cinco eixos doutrinários da Obra do Espírito Santo: Palavra Revelada; O Sangue de Jesus; Igreja, Corpo de Cristo; Fé e Salvação.
  • Sistematizar a disseminação do ensino por meio de reuniões e seminários transmitidos via satélite e de forma presencial para pais, professoras e ministérios.
  • Capacitar as professoras das classes, por meio de reuniões e seminários transmitidos por satélite e de forma presencial.
  • Definir os assuntos e orientações para os Seminários de Março e das Evangelizações de Outubro, relativos às crianças, intermediários e adolescentes.

O material completo do estudo de CIAs é preparado por um grupo de irmãs e irmãos de diversos estados do Brasil, bem como do exterior, e revisado pelos pastores responsáveis pelo trabalho.

O material para as diversas classes começou a ser disponibilizado pelo Grupo de Trabalho de CIAs, em 01/09/2015, através do site do satélite (www.satelitemaranata.org.br). Em 08/08/2016, foi criado, pelo Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata, um site específico para divulgação do trabalho de crianças, intermediários e adolescentes, no qual é disponibilizado todo o material para o ensino das classes (https://www.ciasmaranata.org.br/).

Atualmente, o material de CIAs possui alcance mundial, pois é traduzido semanalmente para os idiomas inglês, espanhol, russo, francês e italiano, sendo todos esses materiais publicados no site oficial de CIAs. Além desses idiomas, o estudo bíblico semanal de CIAs também pode ser traduzido para todos os idiomas, através do TRANSLATE, disponibilizado no site oficial de CIAs.
O Grupo de Trabalho de CIAs está integrado ao Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata.

1.1. A origem da classe de 0 a 3 anos

O trabalho com as crianças de 0 a 3 anos, muito embora já contido nas Sagradas Escrituras há mais de quatro mil anos, ainda era um segredo selado para os nossos dias.

“Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, pelas suas gerações; contarás a todo varão da idade de um mês para cima.” Números 3:15

“Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu tálamo.” Joel 2:16

“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.” Salmo 8:2

Entretanto, em julho de 2015, em uma de nossas igrejas em Vila Velha, Espírito Santo, Deus começou a revelar, através dos dons espirituais, o Seu propósito acerca dessa classe.

Esse trabalho, embasado na Palavra de Deus, iniciou em tempo aceitável, por direção do Espírito Santo. Temos a garantia de que o Todo Poderoso sempre esteve atento e cuidando dos filhos dos Seus servos que, desde o ventre, ainda informes, são gerados e criados no temor do Senhor.
Sobre o fundamento bíblico, a irmã Sara Gueiros Dodd traz as seguintes considerações:

“O trabalho de 0 a 3 anos está fundamentado na Palavra de Deus, pois encontramos inúmeras passagens que mostram o cuidado do Senhor com as crianças, em particular, dessa faixa etária. Na história do povo de Deus vimos mães que lutaram pela vida de seus filhos quando, em meio a perseguições, o adversário tentava tirar a vida das crianças.

No Egito, as parteiras tinham ordens para matar todos os meninos que nascessem, porém elas não o fizeram. Joquebede pôde cuidar, assim, de seu filho Moisés. Ela o escondeu da ira de Faraó e, por um propósito de Deus, Moisés cresceu dentro do palácio, como filho da filha de Faraó.

No entanto, no período em que esteve com a sua mãe até desmamar, recebeu todo o ensino que lhe deu base e estrutura para fazer a escolha certa no momento que Deus o chamou. Seu cérebro foi trabalhado por Joquebede, sua mãe, quando era ainda muito criança.

A Bíblia nos dá outro exemplo do poder da Palavra de Deus na vida das crianças: Samuel. Samuel foi preparado por Ana até o desmame e enfrentou uma luta dentro da casa do profeta Eli. Porém, ele se manteve fiel ao Senhor e guardou a Palavra por toda a sua vida.

A Bíblia nos mostra que sempre houve uma grande perseguição às crianças, com o intuito de impedir a Obra de Deus. Vamos lembrar que o inimigo de nossas vidas tentou matar, desde o tempo de Moisés, os recém-nascidos. Não nos esqueçamos também de Herodes que decretou a morte dos meninos de 2 anos para baixo, querendo atingir a Jesus.

Se a Obra do Senhor estiver atenta a isso, os pais serão vitoriosos e não criarão seus filhos para o inferno.

O que poderia um bebê fazer contra reinos tão poderosos? Se os meninos fossem mortos, com quem as meninas se casariam? E se as meninas fossem mortas (caso existente na China), com quem os meninos se casariam?

Aí está o ponto em que só pelo Espírito Santo somos capazes de entender. Satanás sabia que esses pequenos iriam crescer e seriam usados na realização na Obra de Deus. E Deus também sabe. A Sua onisciência é para dar vida!

O Senhor deu dons a respeito de uma nova classe, de 0 a 3 anos. Vamos preparar desde o ventre das mães as nossas crianças.”

O Senhor concedeu os seguintes dons que deram origem ao trabalho da classe de 0 a 3 anos:

  • O Senhor mostrou em um sonho uma agenda sendo escrita no céu pelas mãos de Deus e, em uma das páginas, estava escrito: “Reunião de oração de mães e crianças de 0 a 3 anos”. Era orientado para entregar aquela agenda nas mãos do pastor da igreja.
  • O Senhor deu um sonho em que uniformes de soldados eram confeccionados no céu e distribuídos por anjos nas igrejas para crianças, intermediários, adolescentes e jovens. Os uniformes eram para servos que estavam em treinamento para integrarem o exército de Deus e eram entregues às professoras das classes. Também havia uniformes para bebês e crianças menores de 3 anos, porém esses eram dados às mães. Quando elas recebiam o uniforme, a princípio, ficavam surpresas, pois pensavam que seus filhos eram muito pequenos para participar de um treinamento militar. Mas um anjo dizia que eles deveriam participar do treinamento, pois já estavam sendo preparados para serem soldados nesse exército.
  • O Senhor mostrou uma visão que acrescentava mais uma caixa d’água à estrutura que Ele já havia mostrado anteriormente, iniciando oficialmente a classe de 0 a 3 anos.

Maravilhoso é ver como o Senhor tem cuidado das nossas crianças desde o ventre, e revelado cada detalhe deste trabalho tão nobre.

1.2. O Grupo de Trabalho de CIAs

Em abril de 2015, foi criada a Comissão de Doutrina, Fé e Ética, cujas atribuições abrangiam a coordenação do trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes (CIAs). Em 2019 a Comissão passou a se chamar Grupo de Trabalho de Crianças, Intermediários e Adolescentes (CIAs).

Nas reuniões iniciais do Grupo de Trabalho de CIAs para tratar do trabalho de crianças, intermediários e adolescentes, o Senhor concedeu uma visão que mostrava o mapa do Brasil. Em vários pontos do mapa havia candeias que brilhavam intensamente, em outros brilhavam menos, e em outros o brilho era muito fraco. Via-se que as candeias passavam a brilhar na mesma intensidade e eram abastecidas por um óleo novo.

O entendimento foi que o Senhor iria alcançar muitas igrejas em todo o Brasil, por meio do aperfeiçoamento da unificação do ensino, conforme o Senhor já havia mostrado no início do trabalho.

O Grupo de Trabalho de crianças, intermediários e adolescentes possui os seguintes objetivos:

  • Reforçar o ensino das crianças, intermediários e adolescentes, implementado em 1984 e unificado em 1997.
  • Padronizar o material enviado para as igrejas, para o ensino das classes de crianças, intermediários e adolescentes, enfatizando os cinco eixos doutrinários da Obra do Espírito Santo: Palavra Revelada; O Sangue de Jesus; Igreja, Corpo de Cristo; Fé e Salvação.
  • Sistematizar a disseminação do ensino por meio de reuniões e seminários transmitidos via satélite e de forma presencial para pais, professoras e ministérios.
  • Capacitar as professoras das classes, por meio de reuniões e seminários transmitidos por satélite e de forma presencial.
  • Definir os assuntos e orientações para os Seminários de Março e das Evangelizações de Outubro, relativos às crianças, intermediários e adolescentes.

O material completo do estudo de CIAs é preparado por um grupo de irmãs e irmãos de diversos estados do Brasil, bem como do exterior, e revisado pelos pastores responsáveis pelo trabalho.

O material para as diversas classes começou a ser disponibilizado pelo Grupo de Trabalho de CIAs, em 01/09/2015, através do site do satélite (www.satelitemaranata.org.br). Em 08/08/2016, foi criado, pelo Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata, um site específico para divulgação do trabalho de crianças, intermediários e adolescentes, no qual é disponibilizado todo o material para o ensino das classes (https://www.ciasmaranata.org.br/).

Atualmente, o material de CIAs possui alcance mundial, pois é traduzido semanalmente para os idiomas inglês, espanhol, russo, francês e italiano, sendo todos esses materiais publicados no site oficial de CIAs. Além desses idiomas, o estudo bíblico semanal de CIAs também pode ser traduzido para todos os idiomas, através do TRANSLATE, disponibilizado no site oficial de CIAs.
O Grupo de Trabalho de CIAs está integrado ao Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata.

II. As Classes nos Cultos

As igrejas deverão se atentar para a participação das classes nos cultos. Os servos usados no período de louvor e Palavra devem sempre se lembrar das crianças, intermediários e adolescentes nos cultos, os quais devem ter ativa participação com louvores, orações e glorificações. Além disso, as mensagens devem alcançá-los, sendo necessário que se fale e olhe, não só para os adultos, mas também para eles no momento do culto.

Quando o pregador ou o servo do louvor se referir às classes, deve-se lembrar que a classe não é apenas de crianças, mas de crianças, intermediários e adolescentes. Muitos se esquecem disso.

2.1. O lugar das classes nos cultos

Nos cultos normais da igreja, bem como na Escola Bíblica Dominical, cada classe ocupará seu lugar no templo, da seguinte maneira:

  • A classe de crianças de 0 até 3 anos permanecerá com os pais, pois as crianças são pequeninas e não têm maturidade para ficarem sem os pais.
  • A classe de crianças de 3 até 7 anos se assentam nos primeiros bancos, no lado do templo não ocupado pelo Grupo de Louvor. Essa classe ocupará quantos bancos forem necessários, conforme o número de crianças.
  • A classe de intermediários, que são as crianças de 7 até 11 anos, se assentam logo após os bancos das crianças menores. Da mesma forma, ocuparão quantos bancos forem necessários para atender a todos.
  • A classe de adolescentes, que são os de 11 até 15 anos, têm seu lugar logo atrás da classe de intermediários. Porém, a critério do pastor e sendo a classe de adolescentes composta por adolescentes mais amadurecidos, ela poderá se assentar atrás do Grupo de Louvor.

Dentre os vários benefícios alcançados com os lugares reservados à frente da igreja para as classes, destaca-se a bênção de, ao chegarem no templo, as crianças, intermediários e adolescentes identificarem onde estão os de sua idade. É importante lembrar que eles se sentem bem por estarem perto uns dos outros.

O lugar determinado para as três classes no templo é assegurado e nunca deve ser ocupado por adultos e jovens da igreja. Não se pode esquecer de que essa é uma revelação do Senhor!

O cumprimento dessa revelação tem sido motivo de edificação para muitos visitantes. Além disso, a localização correta das crianças e adolescentes nos cultos facilita a integração das classes com o dirigente do louvor ou pregador, que poderá pedir que elas orem ou cantem um louvor.

Os irmãos que farão louvor e trarão a mensagem, bem como obreiros, diáconos, ungidos e pastores, nunca devem se assentar à frente das crianças, pois as impedirão de ver o dirigente do culto.

Os obreiros, diáconos e professoras estarão atentos, zelando pelo cumprimento da revelação. Caso alguém se assente por engano ou desconhecimento no banco reservado às classes, eles pedirão gentilmente que se assentem nos demais bancos da igreja, não reservados às classes.

Antes de iniciar o culto, as professoras devem também ficar atentas para identificar crianças e adolescentes que, por timidez, se assentam nos bancos de trás com os familiares ou sozinhos. As professoras devem ir até eles e, com amor, mostrar que eles são importantes, chamando-os para se assentarem juntos com os outros alunos.

2.1.1. Os cultos especiais

Nos cultos especiais de casamento, sepultamento e formatura, as classes não ocuparão os primeiros bancos da igreja, pois esses serão reservados para as famílias envolvidas nesses cultos.

Nos dias da ceia do Senhor, mesmo se for na Escola Bíblica Dominical, as classes permanecem em seus lugares no templo. A presença das crianças, intermediários e adolescentes nos cultos de ceia é importante, pois são parte preciosa da Igreja, que é Corpo de Cristo. Mesmo não ceando, entoarão louvores e participarão do culto, como toda a igreja.

2.2. O lugar e a atuação das professoras nos cultos

As professoras deverão se atentar para as seguintes orientações nos cultos:

Sempre devem se assentar no meio do banco com seus alunos. Caso haja necessidade, mais de uma professora poderá se assentar no banco, de forma que se intercale crianças e professoras, com o fim de evitar que as crianças conversem ou brinquem no momento do culto. Isso é importante para que as professoras tenham o governo dos alunos, levando-os a louvar e glorificar ao Senhor, participando ativamente dos cultos;

Devem ficar atentas em todo o tempo, inclusive nas orações, acompanhando a participação dos alunos durante o culto. Caso veja algum aluno inquieto ou distraído, deverá, com toda discrição e amor, alertá-lo para prestar atenção no culto e buscar comunhão com o Senhor;

Caso a professora perceba que o aluno está com algum problema ou desanimado espiritualmente, deverá assisti-lo e perguntar se ele deseja uma oração com imposição de mãos. Deverá, ainda, anotar o nome desse aluno para oração e assistência constante;

As professoras não devem se assentar nas extremidades dos bancos;

As professoras devem evitar colocar os pequeninos no colo;

Nunca devem incentivar os alunos a dormirem no culto;
Devem anotar os nomes dos alunos que estão ausentes constantemente nos cultos, procurando assisti-los e verificar o motivo da ausência, repassando o assunto para o diácono responsável, no dia da reunião de professoras;

Devem estar atentas para que os adolescentes não fiquem cuidando de crianças durante os cultos, ainda que sejam seus irmãos. Os adolescentes precisam aproveitar o tempo dos cultos para seu crescimento espiritual;

As mães não podem se assentar com seus filhos nos bancos reservados às classes de crianças, intermediários e adolescentes no momento do culto. Quando isso ocorrer, os diáconos ou professoras devem explicar com amor e, gentilmente, pedir que a mãe se assente no banco de trás, próximo ao das classes.

2.3. A oração das classes nos cultos

O momento do culto não é hora de ensinar as crianças a orar. Então, as professoras devem evitar “soprar” a oração para as crianças durante os cultos. Lembrando que o momento das professoras ensinarem as crianças a orar é no período de louvor das classes na Escola Bíblica Dominical.

A oração das classes, no momento do culto, deve ser feita, se possível, com a utilização de microfone, para que a igreja possa ouvir a oração e ser edificada. Assim, o ideal é que seja disponibilizado um microfone para ficar à disposição das classes no momento do culto.

Existem igrejas em que várias crianças e intermediários querem orar. O dirigente do culto, com sabedoria, limitará o número para que não haja inúmeras orações. Devem sempre lembrá-las que elas terão oportunidades de orar nos próximos cultos.

As professoras de adolescentes deverão incentivar sua classe a orar no momento do culto. Muitas vezes os adolescentes são mais tímidos para orar nos cultos.

III. O Louvor das Classes

O louvor das crianças, intermediários e adolescentes tem sido motivo de grande alegria no meio das igrejas. Elas têm sido usadas com poder quando louvam ao Senhor nos cultos, havendo uma grande operação do Espírito Santo. Isso tem sido um testemunho para visitantes, pais e toda a igreja.

A Bíblia diz que Deus habita no meio dos louvores: “Porém tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel.” Sl 22:3. É importante que haja envolvimento do ministério, professoras, pais, bem como dos instrumentistas e Grupo de Louvor para ensiná-los a amarem o louvor da Casa do Senhor, se envolvendo no aprendizado de instrumentos.

É importante que as classes sempre sejam ensinadas acerca do louvor revelado, que vem da eternidade e é fruto da alegria que está no nosso coração, pois um dia fomos salvos em Jesus. Devemos ensinar as classes, de igual forma, que o louvor é uma arma poderosa para que possamos vencer este mundo.

3.1. O louvor das classes nos cultos

Alguns cuidados devem ser observados quando as classes louvarem ao Senhor nos cultos:

  • Durante o louvor das classes no culto, a igreja deve permanecer em glorificação e ouvir o cântico. Esse é um momento reservado para as classes louvarem ao Senhor. O hino das crianças, intermediários e adolescentes é agradável a Deus, edifica e liberta a igreja e os visitantes;
  • Caso a classe de adolescentes seja maior, poderá cantar o louvor separado das demais classes. Assim, haverá no culto o momento das crianças e intermediários cantarem, e outro momento para a classe de adolescentes cantar;
  • No momento em que as crianças estiverem louvando ao Senhor no culto, é preciso lembrar que os instrumentos não devem estar altos, pois podem abafar as suas vozes;
  • O microfone não deve ser utilizado no momento do louvor das classes;
  • Crianças, intermediários e adolescentes não fazem solo nos cultos, pois eles não têm maturidade para este tipo de exposição;
  • As classes que ensaiam os louvores do Projeto Aprendiz Júnior, deverão fazer a apresentação da Orquestra Júnior nos cultos, pois isso é uma grande alegria para os pais e toda a igreja;
  • Quando a Orquestra Júnior for cantar, os irmãos que estão dirigindo o culto, devem lembrar de mencionar que será cantado um louvor da “Orquestra Júnior”.

3.2. Os gestos dos louvores

Os gestos deverão ser ensinados às classes de crianças e intermediários pelas professoras e devem ser utilizados nos cultos. Os gestos são um recurso dado pelo Senhor para que as crianças e intermediários fixem as letras dos louvores e, assim, o ensino permaneça em seus corações.

No site oficial de crianças, intermediários e adolescentes (https://www.ciasmaranata.org.br/), são disponibilizados os vídeos de gestos dos louvores. Também é disponibilizada uma apostila de gravura de gestos (ver aba “Materiais diversos”) para serem ensaiados pelas professoras de crianças e intermediários.

A classe de adolescentes não participa dos gestos, pois eles não gostam de ser tratados como crianças e já estão se aproximando da classe de jovens. Assim, as professoras de adolescentes nunca devem incentivar os adolescentes a fazerem gestos, mas se eles quiserem fazer os gestos livremente, não devem ser corrigidos pela professora.

As seguintes orientações deverão ser observadas nos cultos quanto aos gestos dos louvores:

  • As crianças e intermediários devem ser incentivadas pelas professoras a fazerem gestos quando cantarem os louvores de CIAs nos cultos. Esse é um momento de alegria para elas;
  • Quando as classes cantarem nos cultos, não há necessidade da professora ficar à frente da igreja para fazer os gestos. Essa orientação se aplica apenas aos Seminários de Março e Evangelizações de Outubro das crianças e intermediários.

3.3. O Projeto Aprendiz Júnior - PAJ

Em várias regiões do Brasil foram realizadas iniciativas relacionadas ao ensino musical para crianças, intermediários e adolescentes. Por orientação do Senhor, essas iniciativas foram unificadas, surgindo assim, o Projeto Aprendiz Júnior - PAJ.

O Projeto Aprendiz Júnior - PAJ tem como objetivo trabalhar a iniciação musical, por meio do louvor e adoração a Deus, e proporcionar maior envolvimento e crescimento espiritual das classes, fortalecendo a base para o aperfeiçoamento do louvor na Casa do Senhor.

Nossas crianças, intermediários e adolescentes devem ser ensinadas a crescerem louvando ao Senhor em todo o tempo de suas vidas, até Jesus voltar: “Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.” Sl 34:1.

Todas as orientações para implantação do Projeto Aprendiz Júnior - PAJ nas igrejas e regiões estão disponibilizadas no site oficial de CIAs: https://www.ciasmaranata.org.br/.

No site, estão disponibilizados materiais para ensaios de louvores, aulas de musicalização, flauta e escaleta, dentre outros.

3.4. Os ensaios das classes

É importante que haja um envolvimento do ministério, professoras, diácono responsável, pais, bem como dos instrumentistas e Grupo de Louvor para incentivar e auxiliar nos ensaios das classes.

Ainda que não sejam instrumentistas, as professoras deverão acompanhar ativamente os ensaios das classes, lembrando de ensiná-los os significados de palavras mais difíceis constantes nos louvores, para que as classes entendam o que estão cantando.

Os ensaios das classes deverão ser antes ou após o culto, sendo que o pastor sempre visará atender o melhor dia e hora que facilite a participação das classes, professoras e instrumentistas.

É importante que a classe de adolescentes ensaie separadamente das classes de crianças e intermediários, pois eles gostam de fazer arranjos e de ensaiar louvores com um grau de dificuldade maior que os das crianças pequenas. Caso a classe de adolescentes seja muito pequena, poderá ensaiar com as demais classes.

Lembramos que, na apresentação da Orquestra Júnior, todas as classes cantam e tocam juntas.
Os louvores a serem ensaiados serão os louvores da Coletânea de Crianças, Intermediários e Adolescentes, bem como os louvores avulsos disponibilizados para as CIAs no site oficial do Departamento de Louvor do Presbitério: louvor.icm.org.br.

Recomenda-se que sejam ensaiados apenas os louvores que constam da Coletânea de crianças, intermediários e adolescentes ou no site do Departamento de Louvor. Vamos lembrar que esses louvores são revelados pelo Senhor e as letras já foram verificadas à luz da Palavra de Deus.

No site oficial de CIAs estão disponibilizados os áudios dos louvores, bem como arquivos para projeção da Coletânea de CIAs e louvores avulsos.

3.5. Adolescentes aprendizes de instrumentistas

Os adolescentes poderão tocar como aprendizes em alguns cultos da semana, assentando-se com os demais instrumentistas. O ideal é que seja feita uma escala para que toquem uma ou duas vezes na semana, ou a critério do pastor.

Não é recomendável que os adolescentes sejam usados em todos os cultos como aprendizes de instrumentistas, pois se esquecem de glorificar e de estar em comunhão durante os cultos, concentrando-se apenas nos instrumentos.

Caso haja a necessidade de adolescentes tocarem em todos os cultos, por falta de instrumentistas, o adolescente deverá sempre ser lembrado da necessidade de estar em comunhão no momento do culto, participando ativamente das orações e prestando atenção na Palavra.

3.6. A atuação das classes com o grupo de louvor

As classes cantam separadas do Grupo de Louvor. Porém, dependendo do louvor, o Grupo de Louvor da igreja e a classe de adolescentes, ou todas as classes juntas, podem cantar juntos, como por exemplo, fazendo arranjos de cantos e contracantos no louvor.

Importante lembrar que as crianças, intermediários e adolescentes não podem fazer parte do Grupo de Louvor da igreja. O Grupo de Louvor é composto de jovens e adultos, separados para esse trabalho através de consulta ao Senhor, e estão sujeitos a ensaios, jejuns e madrugadas na igreja.

Ressalta-se que os adolescentes estão dispensados de fazer os jejuns orientados para a igreja até que passem para a classe de jovens.

IV. A Escola Bíblica Dominical

A aula da Escola Bíblica Dominical das classes de crianças, intermediários e adolescentes ocorrerá no domingo de manhã, quando a igreja participa da Escola Bíblica Dominical.

O culto inicia-se com as três classes em seus devidos lugares no templo. Todos se ajoelham e clamam pelo poder do Sangue de Jesus.

Após o louvor de clamor, nas igrejas que possuem anexos para reunião das três classes, as classes de crianças, intermediários e adolescentes saem e vão para suas salas de aula, onde terão seu próprio período de louvor. A saída do templo deverá ser de forma ordenada e com reverência, começando pelo primeiro banco, e assim, sucessivamente, até que todos saiam.

Observação importante acerca da Classe de 0 a 3 anos:

É importante salientar que, ainda que a igreja possua quatro anexos, a classe de 0 a 3 anos não deve se reunir no momento da Escola Bíblica Dominical. Nesse momento, as mães e gestantes precisam assistir o ensino doutrinário da Palavra de Deus, no templo.

É recomendável que o horário da aula da classe de 0 a 3 anos seja após o culto. Ressalta-se que o pastor deverá estabelecer o melhor dia e horário que facilite a participação das gestantes, mães e seus filhos.

4.1. O período de louvor das classes

Havendo muitas crianças e intermediários, caso seja possível, o período de louvor deverá ser feito separadamente, pois assim mais alunos terão a oportunidade de orar e glorificar ao Senhor. Caso haja poucas crianças e intermediários, o período de louvor poderá ser feito com as classes reunidas.

Recomenda-se que a classe de adolescentes não participe do período de louvor das crianças e intermediários, uma vez que eles não gostam de ser tratados como crianças. Assim, eles se dirigirão diretamente para sua classe para terem a aula. Não há impedimento para que a classe de adolescentes tenha um período de louvor separadamente, desde que não prejudique a ministração da aula da escola bíblica dominical.

O período de louvor deve ser valorizado. Todos devem cantar alegremente, fazendo os gestinhos ou tocando seus instrumentos da Orquestra Júnior. Os alunos que possuem seus instrumentos (escaleta, violão etc.) podem trazê-los e tocar, conforme orientação das professoras ou instrumentistas que estarão ali para auxiliá-los.

O instrumentista que for para a sala de aula para tocar durante o período de louvor, deve retornar ao templo ao final do louvor, para assistir a Escola Bíblica Dominical com a igreja.

Entre um louvor e outro, a professora deve dar a oportunidade a eles de contarem experiências, glorificarem e intercederem pelos seus motivos de oração. Nesse momento, ensinará os que ainda não sabem orar. A professora fala e eles repetem. A oração deve ser curta e com palavras simples, que as crianças entendam. É importante a professora ensinar a diferença entre oração de glorificação e de intercessão. Ensinar que interceder é pedir.

No período de louvor a professora deve mostrar a bênção que é glorificar nos cultos.

Periodicamente, durante os períodos de louvor, as professoras devem relembrar às classes acerca do temor e da reverência nos cultos.

Uma sugestão é mostrar para eles cartazes e painéis sobre reverência. As professoras devem ensiná-los que, no momento do culto, não se deve andar na igreja, pedir para ir ao banheiro ou beber água, exceto em necessidades especiais, como enfermidades, por exemplo. Devem sempre lembrá-los de beber água e ir ao banheiro antes do culto. Ao final, devem pedir que um deles ore para que eles tenham reverência na Casa do Senhor.

4.2. Chamada dos alunos e aniversariantes da semana

É recomendável que as professoras tenham uma listagem ou diário de classes que contenha os nomes dos alunos, datas de aniversários, nomes dos pais ou responsáveis, telefones e endereços.

No site oficial de CIAs, na aba “Materiais diversos”, é disponibilizado um modelo de Diário de Classes. Esse é um excelente meio de controle para que haja uma assistência mais efetiva aos faltosos e para que a professora se lembre quais são os aniversariantes da semana.

A professora deve evitar fazer a chamada nominalmente. Vamos lembrar que a chamada é só para controle das professoras. Assim, discretamente, deve anotar quais foram os presentes e ausentes.

A professora deve conhecer seus alunos pelo nome. No início da aula, deve mencionar os nomes dos aniversariantes da semana e fazer uma oração de glorificação por eles. Assim, eles vão se sentir amados e acolhidos pela igreja.

A professora deve sempre se preocupar em parabenizar o aluno no dia do seu aniversário, ainda que seja por telefone ou mensagem. Deve, ainda, orientar o aluno a pedir oração de imposição de mãos pelo seu aniversário, caso os pais ou o aluno ainda não o tenha feito.

4.3. O retorno das classes para o templo

As classes retornam para o templo cerca de dez minutos antes do término do culto. O pastor fará as perguntas separadamente para cada classe, devendo ser disponibilizado um microfone, se possível, para que as respostas sejam dadas por integrantes de cada classe.

Após, as classes cantam um louvor ao Senhor e o pastor e/ou diáconos oram com imposição de mãos pelas classes, pelas professoras e pelas irmãs grávidas, uma vez que, essas últimas, já estão gerando os novos alunos da classe de 0 a 3 anos.

Algumas orientações são importantes e podem ser aplicadas, a critério do ministério, para o reforço das aulas dadas às classes na Escola Bíblica Dominical, conforme a seguir:

  • No retorno das classes para o templo o pastor poderá utilizar alguns minutos, antes do encerramento do culto, para informar à igreja acerca da aula ministrada nas classes. A explanação poderá ser feita pelo próprio pastor ou por uma professora.
  • Esse momento também poderá ser usado para dar uma palavra aos pais, no sentido de conscientizá-los a trazerem seus filhos à Escola Bíblica Dominical e se atentarem para os temas abordados nas classes, dando continuidade do ensino no lar.

4.4. Igrejas que não possuem três anexos

Para atender às revelações do Senhor relativas ao ensino da Palavra para as crianças, intermediários e adolescentes, o ideal é que todos os templos tenham três salas de aula. Assim, as três classes se reunirão para suas aulas na mesma hora, no culto de domingo pela manhã.

Há vários benefícios quando a igreja possui três anexos, como o fato de que a família inteira virá unida para o culto. Assim, os pais ou responsáveis não precisarão trazer seus filhos para aulas em horários diferentes dos horários normais dos cultos.

Nas igrejas que ainda não possuem salas para as três classes, os adolescentes terão suas aulas em outro horário, a critério do pastor e de acordo com a realidade local. Toda a igreja deve orar para que o Senhor dê condições para a construção das três salas.

Quando a aula de adolescentes for ministrada em outro dia, por haver apenas dois anexos na igreja, a classe receberá imposição de mãos no anexo, antes do início da aula.

V. A Promoção de Classes

A promoção de classes é o momento em que as crianças, intermediários e adolescentes passam de uma classe para a seguinte, e é motivo de grande alegria para a igreja.

Nos meses de março e agosto de cada ano acontece a promoção de classes.

O dia da promoção deve ser definido com antecedência para que os pais e alunos promovidos sejam avisados e possam convidar seus familiares.

Nos templos ou salões, onde não for possível a promoção no domingo, por conta da presença do pastor, o culto poderá ser realizado em outro dia da semana.

5.1. Alunos que serão promovidos

As professoras deverão levantar os nomes dos alunos que serão promovidos em março, nas reuniões quinzenais de professoras de fevereiro. Os que forem promovidos em agosto, deverão ter seus nomes levantados nas reuniões quinzenais de julho. As listas serão repassadas ao diácono responsável, que encaminhará ao pastor.

Promoção de março

A lista dos promovidos no mês de março deverá observar os seguintes critérios:

  • Classe de Crianças de 3 até 7 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 3 anos até o dia 31 de março;
  • Classe de Intermediários, que são as crianças de 7 até 11 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 7 anos até o dia 31 de março;
  • Classe de Adolescentes, que são os de 11 até 15 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 11 anos até o dia 31 de março;
  • Classe de Jovens: serão promovidos para essa classe os que completarem 15 anos até o dia 31 de março.

Promoção de agosto

A lista dos promovidos no mês de agosto deverá observar os seguintes critérios:

  • Classe de Crianças de 3 até 7 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 3 anos até o dia 31 de agosto;
  • Classe de Intermediários, que são as crianças de 7 até 11 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 7 anos até o dia 31 de agosto;
  • Classe de Adolescentes, que são os de 11 até 15 anos: serão promovidos para essa classe os que completarem 11 anos até o dia 31 de agosto;
  • Classe de Jovens: serão promovidos para essa classe os que completarem 15 anos até o dia 31 de agosto.

Caso o aluno complete a idade para ser promovido no mês seguinte ao da promoção, deverá permanecer na classe em que se encontra e aguardar a próxima promoção. Exemplo: Um aluno que fez 11 anos em abril, deverá permanecer na classe de intermediários até a próxima promoção, que ocorrerá em agosto, quando será promovido para a classe de adolescentes.

É importante que as promoções ocorram com base unicamente nas datas de aniversário. Não se leva em conta falta ou excesso de desenvolvimento físico ou espiritual de crianças, intermediários e adolescentes. Por isso não se deve insistir em promoções fora da orientação. A obediência às orientações do Senhor também é um aprendizado!

Ressaltamos que as crianças que completarem três anos deverão aguardar o dia da promoção de classes para entrarem na nova classe.

Os alunos novos na igreja ingressarão na classe conforme suas idades em qualquer dia do ano.

5.2. Promoção de crianças e adolescentes com deficiência

A promoção de classes para crianças e adolescentes com deficiência seguem as mesmas diretrizes das demais classes. Porém, as professoras precisam trabalhar, antecipadamente, essa mudança de classe com seus alunos. De igual forma, as professoras que receberão o aluno devem ir criando um vínculo com ele.
Situações em que a crianças e adolescentes com deficiência não conseguem, ou não querem ir para a nova classe, devem ser tratadas com cuidado. Não se deve forçá-los, mas incentivar e aguardar o tempo em que estejam preparados.

Uma vez que esses casos são individuais, e que cada um tem um tipo de deficiência diferente, caberá ao pastor, juntamente com os pais e professoras, avaliar a melhor maneira de proceder, verificando o melhor momento de o aluno ser promovido. O mais importante é que ele se sinta bem na classe para assimilar o ensino da Palavra de Deus.

5.3. O culto de promoção de classes

O culto da promoção de classes deve ser festivo. Deverão ser cantados louvores, com a efetiva participação das classes. Deve ser um momento marcante, tanto para as crianças, intermediários e adolescentes que serão promovidos, como para as famílias e toda a igreja, que acompanha o crescimento físico e espiritual deles. Todos devem parabenizá-los, levando-os a sentir a alegria desse momento.

O culto da promoção é também uma oportunidade de evangelização. Os que forem promovidos devem ser incentivados a convidar seus parentes e amigos.

Seguem algumas sugestões para o momento em que as classes serão chamadas à frente para serem promovidas:

  • Poderão ser projetados os slides de promoção e à medida em que aparece o nome do promovido, o pastor o chama, começando pela primeira classe e assim, sucessivamente. Todos os alunos serão recebidos por uma professora da sua nova classe, que ficará posicionada à frente da igreja e dará as boas-vindas aos novos alunos.
  • De igual forma, os adolescentes que serão promovidos para a classe de jovens, um(a) professor(a) deverá estar à frente para dar-lhes as boas-vindas para a nova classe.
  • Após todos estarem à frente, o pastor e os diáconos farão uma oração com imposição de mãos em favor de todos os promovidos. Imediatamente, os promovidos passam a se assentar com a nova classe.

O site oficial de crianças, intermediários e adolescentes disponibiliza, na aba “Materiais diversos”, um modelo padrão de apresentação de slides para a promoção de classes. Poderão ser inseridas as fotos dos promovidos nos slides, desde que o aluno promovido fique alegre com tal iniciativa e que a foto seja fornecida pelos próprios pais.

As fotos nas apresentações de promoção devem ser motivo de alegria, e não de constrangimento para os promovidos. Vamos lembrar que algumas crianças e adolescentes são mais tímidos. Por isso, o cuidado da professora deve ser redobrado no caso de inserção de fotos de seus alunos.

5.4. Ausência do aluno no dia da promoção

Caso o aluno não compareça no dia da promoção, ele deve frequentar a nova classe, uma vez que já possui a idade necessária. Caberá à professora dar a ele as boas-vindas à sua nova classe, diante de todos os presentes. O pastor poderá orar por ele com imposição de mãos, na primeira oportunidade, logo após o culto.

5.5. A assistência aos adolescentes na classe de jovens

Quando os adolescentes passam para a classe de jovens, eles devem receber assistência contínua, tanto das professoras de adolescentes, quanto dos professores de jovens, até que eles se adaptem à nova classe.
Os jovens também devem ser conscientizados da importância de uma assistência contínua aos adolescentes recém-chegados, chamando-os desde logo para participarem das reuniões, visitas e demais trabalhos realizados pelos jovens.

Importante ressaltar que, mesmo antes de serem promovidos, não deve haver barreira de separação entre jovens e adolescentes. Se os adolescentes quiserem assistir as reuniões de jovens, poderão fazê-lo, sem constrangimento, desde que não faltem às aulas da sua classe.

5.6. Diplomas, premiações e lembrancinhas nas promoções

A promoção em si é uma grande benção espiritual para as classes e, portanto, é dispensada a distribuição de diplomas ou premiações.

Algumas igrejas entregam Bíblias para os alunos no dia da promoção. Os promovidos podem ser presenteados, desde que a entrega não seja realizada em público, para que não se torne uma prática recorrente a cada promoção.

As professoras também poderão dar lembrancinhas que tenham o objetivo de marcar a importância desse dia para os alunos promovidos. A entrega deve se dar de forma discreta, para que não haja constrangimento entre os demais alunos, que podem desejar, também, ganhar a lembrancinha.

VI. As Professoras das Classes

As professoras são o primeiro contato das crianças, intermediários e adolescentes em nossas igrejas, sendo um ponto de referência para as classes. Podem ser senhoras ou jovens (irmãs), desde que amadurecidas espiritualmente e confirmadas pela consulta à Palavra no Grupo de Intercessão.

Os varões não deverão ser professores das classes, ficando essa função reservada para a classe de jovens, que podem ter varões ou servas como professores.

Observação: Os adolescentes não podem ser professores de nenhuma das classes, nem mesmo estar à frente de quaisquer atividades de sua classe, como, por exemplo, o ensaio de louvores.

Nas igrejas onde não há crianças, intermediários ou adolescentes, devem ser levantadas professoras que estarão em oração para que o Senhor os traga. Temos visto experiências maravilhosas nas quais o Senhor envia crianças para as igrejas que têm cumprido essa orientação.

6.1. Características das professoras

As professoras devem ter as seguintes características:

  • Ter gratidão pela salvação;
  • Ter consciência de vida eterna e morte eterna;
  • Ser batizada com o Espírito Santo;
  • Participar das atividades da igreja: se senhora, do culto de senhoras, se jovem, da reunião de jovens;
  • Estudar a Palavra de Deus e ter experiências com o Senhor;
  • Frequentar os seminários para seu próprio aperfeiçoamento doutrinário e conhecimento da Palavra de Deus;
  • Estar integrada às atividades do Grupo de Assistência e Culto Profético;
  • Ter bom testemunho dentro e fora da igreja. Vamos lembrar que as professoras são referência para os alunos. Só se transmite o que se vive;
  • Ser amadurecida quanto à Obra do Espírito Santo;
  • Ter sobriedade no vestir e no falar;
  • Ter facilidade para lidar com crianças e adolescentes, tendo graça diante da classe;
  • Ter cuidado, capricho, criatividade e linguagem adequada para a classe que ministra a aula;
  • Ter capacidade de conversar com os alunos no controle do Espírito, sem se irritar, mesmo com os mais rebeldes. A professora deve saber corrigir seu aluno com amor e no Espírito, sabendo que a palavra certa vem do Senhor;
  • Ter disposição para orar e jejuar pela classe, pela aula, por um aluno difícil ou desanimado;
  • Assistir à classe, sabendo das necessidades de cada aluno, criando vínculo com os alunos por meio da assistência, cuidado e zelo;
  • Ter humildade para ouvir os conselhos do pastor sobre a classe, o ensino e seu próprio comportamento. Deve aceitar a correção para sua própria vida, tendo a consciência de que é para seu aperfeiçoamento.

6.2. Escolha das professoras para cada classe

A escolha das professoras para as classes deve obedecer aos seguintes critérios:

1ª Classe – Crianças de 0 até 3 anos:

A professora deve ser dócil, meiga, porém, firme e segura. Assim, o aluno terá confiança na professora, ainda que esteja na presença da mãe.

2ª Classe – Crianças de 3 até 7 anos:

A professora deve ser dócil, meiga, porém, exercendo autoridade, porque os pequeninos são sensíveis, estão saindo do colo das mães e iniciando seus passos na classe.

3ª Classe – Intermediários, que são as crianças de 7 até 11 anos:

A professora deve ser amável, segura, exigente quanto ao ensino para que o aluno intermediário não se sinta mais como uma criança pequena.

4ª Classe – Adolescentes, que são os de 11 até 15 anos:

A professora deve ser firme, segura, exigente, porém deve tratar os alunos com amor, criando vínculo com a classe. Não deve tratar a classe como se fossem pequeninos ou intermediários, mas como adolescentes que já são amadurecidos.

6.3. Quantidade e atuação das professoras nas classes

É recomendável que cada classe tenha três ou quatro professoras.

Quando uma professora estiver ministrando a lição, as demais devem estar intercedendo e ajudando no que for necessário. De igual forma, todas as professoras deverão estar aptas para ministrar o louvor ou o assunto da semana no caso da professora escalada não estar presente.

Uma professora nunca deve transmitir a aula sozinha para a classe, principalmente de crianças e intermediários. Caso no dia não haja outra professora da mesma classe, deve-se chamar uma professora de outra classe para auxiliá-la.

É necessário que haja um revezamento entre as professoras para que, pelo menos uma professora de cada classe, permaneça no templo para assistir à Escola Bíblica Dominical. Assim, todas vão se inteirar sobre os assuntos doutrinários ensinados.

As professoras devem estar atentas aos assuntos ministrados na Escola Bíblica Dominical.

Uma professora nova deve assistir às reuniões de professoras e às aulas das classes por um período (de preferência, um mês inteiro), antes de assumir a classe, com o objetivo de se entrosar com o grupo de professoras e com os alunos.

Aquelas que não são assíduas aos cultos, reuniões de professoras e aulas das classes não se tornam aptas para serem professoras. As professoras que trabalham ou estudam em horários que as impeçam de participar dos cultos e reuniões, estão isentas desse requisito, podendo ser usadas como professoras, de acordo com a avaliação do pastor.

Não há distinção entre professoras. Não há ajudantes ou auxiliares nas classes. Todas devem estar capacitadas para o mesmo fim: servir ao Senhor no trabalho para o qual foram chamadas. Nenhuma professora deve exercer autoridade sobre as demais professoras.

Observação: Qualquer alteração no quadro de professoras deve ser feita pelo pastor, no Grupo de Intercessão da igreja.

6.4. Professoras assistindo e ajudando seus alunos

No dia a dia, é comum as professoras se depararem com alunos que, durante os cultos, ficam olhando para as mãos, relógios, roem unhas, amarram e soltam os cabelos, leem a Bíblia durante o período de louvor, folheiam a coletânea durante a mensagem, ficam saindo para ir ao banheiro, mexem no celular ou na bolsa, mascam chicletes, dormem e assim por diante.

Também é comum a professora se deparar com o aluno apático, que não canta, não participa do culto, sempre está alheio a tudo.

A professora deve buscar conversar com seu aluno para entender o motivo desse comportamento, e depois orientá-lo com amor, sempre embasada na Palavra de Deus. A professora deve levar o aluno a alcançar o entendimento de que é um privilégio participar de um culto na Casa do Senhor.

A professora também pode ter um aluno com deficiência. Nesse caso, o site oficial de CIAs, bem como os canais oficiais da igreja no Youtube e outros, disponibilizam diversos materiais didáticos e de orientação de como a professora deve assistir e dar a aula para esses alunos.

Outros cuidados que precisam ser observados pelas professoras:

  • Devem ser sempre firmes e seguras, no Espírito. Assim, o aluno terá confiança na professora;
  • As professoras não podem ter alunos prediletos, mas devem se interessar por todos, inclusive os carentes ou acanhados. Não devem se afastar dos mais rebeldes, pois estes, muitas vezes, são os que mais carecem de amor e atenção;
  • As professoras não devem ministrar a aula usando enfeites que chamem a atenção dos alunos e até os distraiam na aula. Roupas extravagantes que despertem nas meninas a vontade de tê-las, quando muitas delas, sendo humildes, não as podem adquirir. Pulseiras que chocalham, colares chamativos, brincos grandes. Isso são lembretes, porque o bom siso orientará e o Espírito Santo há de despertar para tudo que for preciso;
  • A professora deve sempre orar por seus alunos pelo nome, sabendo da necessidade de cada um. Deve, ainda, verificar as ausências, procurar saber o que está se passando com os faltosos, as dificuldades que os impedem de vir às aulas. Também deve estar atenta aos que estão passando por problemas no lar, na escola. Essas são atitudes fundamentais que a professora deve ter no dia a dia, para o bom crescimento das classes.

6.5. Orientações diversas

Recomenda-se que a irmã que é mãe não seja levantada como professora de seu próprio filho, a não ser que haja necessidade na igreja local.

Não é recomendável que a professora de classes seja integrante do Grupo de Louvor ou Instrumentistas, pois elas não poderão se assentar com as classes, nem as assistir antes, durante e após os cultos.

A participação da professora das classes de crianças, intermediários e adolescentes no Grupo de Louvor e instrumentistas deve ser avaliada pelo ministério. Há igrejas, em salões, onde as irmãs são usadas tanto no Grupo de Louvor quanto como professoras, por motivo de carência. Todavia, caberá ao ministério administrar esta questão para que as classes não sejam prejudicadas.

O tempo de retorno das professoras que tiveram seus bebês deverá ser avaliado pelo ministério, em função de vários fatores, tais como, recuperação da irmã, condição para que o bebê seja cuidado quando a irmã estiver se dedicando ao trabalho das classes, condição de assiduidade da irmã, dentre outros. Não é recomendado um retorno antes de 3 meses, pois a irmã precisa se restabelecer e ajustar os detalhes necessários para o cuidado da criança.

VII. O Diácono Responsável e a Reunião Quinzenal

O trabalho de crianças, intermediários e adolescentes deverá ter o acompanhamento constante do ministério local, que separará um diácono responsável para auxiliar as professoras e acompanhar o desenvolvimento do trabalho.

7.1. O diácono responsável

O diácono responsável deverá ter as seguintes características:

  • Ser cheio do Espírito Santo;
  • Ser interessado pelo trabalho, sendo conhecedor, obediente e zeloso de todas as orientações divulgadas pelo Presbitério, nas circulares e, principalmente, na apostila de Orientações para o ensino da Palavra de Deus para as classes de crianças, intermediários e adolescentes;
  • Ter graça diante da igreja e das professoras;
  • Ter o conhecimento da Palavra de Deus;
  • Saber tratar seus filhos com sujeição e amor;
  • Ser dócil e ter sempre uma palavra de alento e alegria para o grupo de professoras;
  • Estar sempre disposto a jejuar e a interceder pelas professoras e pelas classes;
  • Ser participante dos encontros de professoras quando sua igreja for convocada.

Deverá realizar as seguintes atividades:

  • Coordenar a reunião quinzenal de professoras, ajudando-as no discernimento de dons espirituais entregues na reunião;
  • Orar, impondo as mãos sobre as professoras;
  • Estar atento e ajudar durante os cultos, se houver alguma necessidade das professoras, crianças, intermediários e adolescentes, no que diz respeito ao comportamento dos alunos e a ocupação dos lugares determinados para as classes no templo;
  • Auxiliar as professoras na assistência individualizada das crianças, intermediários e adolescentes, sempre orando por eles com imposição de mãos, quando necessário;
  • Ser o elemento de ligação do trabalho com o ministério local, zelando pelo cumprimento das revelações do Espírito Santo que fundamentam o trabalho.

7.2. A reunião quinzenal

Para que haja o bom andamento do trabalho, é necessário que as professoras façam reuniões quinzenais com o diácono responsável, para tratar dos assuntos gerais das classes.

Vamos lembrar que as reuniões proporcionam melhor entrosamento entre as professoras e o ministério, sendo de grande importância para o crescimento das classes.

O objetivo da reunião quinzenal é verificar o andamento das classes e as necessidades do trabalho.

A reunião ocorrerá em dia e hora determinado pelo pastor e contará com a participação do diácono responsável e de todas as professoras de classes.

A reunião se dará da seguinte forma:

  1. Inicia-se com o clamor pelo Sangue de Jesus e, após, serão feitas breves intercessões pelas classes, segundo suas necessidades. Ex.: uma criança enferma, alunos com dificuldades de comportamento, problemas de relacionamento nos lares, oposições nas escolas;
  2. Em seguida, as professoras dão informações breves sobre suas classes (ausências, enfermidades, problemas no lar etc.), onde é verificada a necessidade de alguma visita, assistência, jejum por um aluno. Lembrando que a assistência às classes deve ser contínua;
  3. Os dons espirituais são entregues (os que foram dados pelo Senhor em casa ou durante a reunião) e discernidos pelo grupo;
  4. Verificação das professoras responsáveis pelas aulas das próximas duas semanas. Caso a professora escalada não possa dar a aula por motivo justificado, já deverá ser providenciada a sua substituição na escala;
  5. Após estarem tratados todos os assuntos, a reunião se encerra com o diácono impondo as mãos sobre as professoras.

Importante: Na última reunião quinzenal do mês, deverá ser feita a escala de professoras de cada classe para o mês seguinte. Cada professora deverá verificar o dia em que não puder ser escalada, para que a escala não precise ser modificada. A escala de professoras poderá também ser feita trimestralmente, a critério do pastor.

A escala de professoras é feita alternando uma professora em cada semana para dar aula e para as demais funções, como louvor, por exemplo. Ressalta-se que não existe escala para auxiliares. As professoras levantadas para as classes são responsáveis por todas as atividades do trabalho.

Periodicamente, poderá ser reservado um momento na reunião quinzenal para estudo de tópicos da apostila de orientações do trabalho. Assim, todos relembrarão o que o Senhor tem orientado.

VIII. O Preparo das Aulas de Todas as Classes

As professoras devem observar com zelo as orientações a seguir, que são fundamentais para que as classes recebam um alimento espiritual forte nas aulas. Assim, estarão preparadas para enfrentar o mundo, tendo segurança através da Palavra de Deus e sendo dirigidas pelo Espírito Santo.

A critério do ministério local, as professoras poderão se reunir para preparar a aula semanal, ou podem prepará-la de forma individual. O principal é que a professora cuide de seu preparo espiritual para ensinar. Quem não tem, não pode dar!

A professora que ministrará a aula, deve clamar ao Senhor para que a graça seja dada na transmissão do ensino.

A Palavra de Deus precisa ser lida e estudada. É nessa hora que o Espírito Santo nos revela os Seus segredos.

A professora ainda deve ter os seguintes cuidados no preparo das aulas:

  • Usar o material da aula semanal da Escola Bíblica Dominical disponibilizado pelo Grupo de Trabalho de CIAs no site oficial: https://www.ciasmaranata.org.br/.
  • Não deve ler o material recebido diante da classe.
  • Estudar com antecedência os slides disponibilizados juntamente com a aula, conhecendo bem a sua sequência no momento de entregar a aula.
  • As aulas devem ser transmitidas numa linguagem que esteja ao alcance da faixa de idade da classe ministrada.
  • Antes de usar certas palavras nas aulas, a professora deve buscar conhecer o seu significado, evitando usar termos que ela própria não conhece, pois, muitas palavras são difíceis até para adultos. Exemplo: lagar, mosto, cativo, servo, malhar o trigo, velador, alqueire, propiciação, espargir, mancebo, donzela, umbrais e outros termos que necessitam ser procurados nos dicionários para serem mais bem explicados.
  • O mesmo se aplica ao ensinar os louvores que serão cantados pelas classes. A professora deve sempre se preocupar em explicar as palavras desconhecidas.
  • Não usar palavras que despertam no aluno a curiosidade para coisas negativas. Exemplos:
    • Em lugar de meretriz ou prostituta, como no caso de Raabe, dizer que era uma mulher gentia, pecadora, que não era do povo de Israel, não era serva do Senhor.
    • Em lugar de dez virgens, dizer dez jovens ou dez moças.
    • Sobre os eunucos, dizer que eram homens separados para serviços nos palácios, mordomos.
    • Sobre a circuncisão, dizer que era um sinal determinado por Deus para caracterizar o povo hebreu.
  • Não usar palavras que venham deixar as crianças pequenas impressionadas e com medo. Exemplo: Endemoninhados, obra do inimigo.
  • Ter cuidado ao contar histórias bíblicas que contenham cenas com sangue e que possam ser entendidas como violentas. As crianças não têm um discernimento totalmente formado, nem experiência de vida e sofrem com assuntos apresentados de forma que agrida. Exemplo: Os olhos de Sansão furados na prisão, João Batista com a cabeça decepada no prato, legiões de endemoninhados que entraram nos porcos, a morte do cordeiro, o sacrifício de Isaque, Estevão morto a pedradas etc.
  • Não mudar os assuntos das aulas que foram encaminhadas pelo Grupo de Trabalho de CIAs, pois são estudos revelados pelo Senhor, para unificação do ensino nas classes. Também não se deve acrescentar outros assuntos após a aula, sob o argumentado de que o ensino dado não é suficiente para as classes. A bênção está em obedecer aquilo que o Senhor tem revelado nesta última hora para nossas CIAs.
  • O material didático não deve ser alterado. Não inserir figuras humanas ou desenhos que apareçam rostos de personagens bíblicos para não trazer prejuízo às classes.
  • Nunca se deve levar bíblias infantis ilustradas para a sala de aula. Lembrando que esses livros contêm inúmeras imagens inapropriadas para as classes, com diversas figuras humanas dos personagens bíblicos.
  • É preciso lembrar que a abordagem da mensagem profética desta última hora dispensa:
    • Os argumentos da razão;
    • As formas convencionais para entretenimento de crianças e adultos, por meio de teatros, gincanas e outras atividades semelhantes, denominadas lúdicas (Atividade lúdica: Que se refere a jogos e brinquedos; que visa mais o divertimento que a qualquer outro objetivo.);
    • Os recursos disseminados atualmente pelos diversos meios de comunicação, acerca das várias técnicas de abordagem baseadas em ciências humanas e sociais, ou seja, estudo/conhecimento humano.

Vale lembrar que o Senhor Jesus chamou homens simples, muitos deles pescadores, sem instrução, para serem usados com poder em Suas mãos. Logo, não é o estudo ou conhecimento humano (pedagogia, psicologia etc.), que nos fará mais ou menos capazes de realizar a Obra de Deus. O que precisamos é da operação do Espírito Santo em nossas vidas, com humildade.

A abordagem desta Obra, para anunciar a volta de Jesus, sempre foi baseada na operação do Espírito Santo, pois somente Ele convence o homem do pecado, da justiça de Deus e do juízo.

8.1. Cuidados específicos para cada classe

As professoras deverão se atentar para os cuidados específicos na ministração da aula para cada classe, conforme a seguir:

8.1.1. 1ª e 2ª Classes - Crianças (0 a 3 anos e 3 a 7 anos)

A atenção das crianças de 0 a 3 anos é muito curta. Portanto, é aconselhável um ensino bem curto, sem muitas informações e bem repetido. A aula, período de louvor e palavra às mães deve durar entre 10 e 15 minutos.

A atenção das crianças de 3 a 7 anos é curta. Portanto, é aconselhável um ensino curto, sem muitas informações e bem repetido. Elas não se cansam de ouvir a mesma história. Assim, a aula deve durar entre 10 e 15 minutos. Após a aula, canta-se um corinho, repete-se o ensino principal e completa-se a aula.

Para essas duas classes, as aulas encaminhadas pelo Grupo de Trabalho de CIAs sempre visarão trazer os seguintes enfoques:

  • Ensinar versos bíblicos pequenos, fáceis de serem memorizados. Nessa faixa de idade, a criança começa a se interessar pela família: papai, mamãe, vovó, vovô, tios, primos.
  • Sempre que a professora tiver oportunidade, deve apresentar Jesus. Eles precisam conhecer seu nascimento, sua meninice; Maria, sua mãe; João Batista, primo; Isabel, tia de Jesus.
  • Falar de Jesus grande (adulto), no período do Seu ministério, revelando-o como o Filho de Deus. Mostrar como Jesus amava as crianças, colocava as crianças no colo, fazia milagres, curas, dava ensinos. Falar de Jesus na figura de pastor de ovelhas. Usar versos pequenos como Salmos 23:1.
  • Falar continuamente do Senhor Jesus e suas maravilhas.

O pecado deve ser apresentado para as crianças pequenas de forma que elas entendam na dimensão delas. Ensinar que pecado é desobedecer a mamãe, é brigar com o coleguinha, é fazer pirraça etc., e que, se falamos com a mamãe que não vamos desobedecê-la mais, Jesus perdoa. Ensinar que perdoar é esquecer e que Jesus veio neste mundo para nos perdoar, para ser nosso amigo, e o amigo ama. Fazê-las entender que Jesus nos ama e que nós amamos Jesus.

Não ameaçar as crianças com um Deus duro que está sempre vigilante para castigá-las por um malfeito. Pais e professoras sem autoridade ameaçam as crianças: “Papai do céu castiga”, “Papai do céu não gosta de menino malcriado”, “Vai ser castigado”. As professoras nunca devem usar tais expressões.

8.1.2. 3ª Classe - Intermediários (7 a 11 anos)

Periodicamente, as aulas encaminhadas pelo Grupo de Trabalho de CIAs deverão falar sobre a vida do Senhor em Seu ministério, Suas aulas para os discípulos através de parábolas, sobre o louvor, milagres, e tantas maravilhas que Jesus fez.

Para essa classe, as aulas encaminhadas pelo Grupo de Trabalho de CIAs sempre contarão um fato bíblico de lutas e depois a vitória, enfatizando ali o louvor. Exemplos:

  • Ana pedindo um filhinho e depois louvando ao Senhor pela vitória: I Samuel 1 e 2;
  • Débora, depois de vencer a batalha contra os cananeus, um povo idólatra, inimigo de Deus: Juízes 4:5;
  • A passagem do Mar Vermelho: Êxodo 14:15-31;
  • O livramento de Pedro da prisão: Atos 12.

Exemplos de dinâmicas a serem feitas:

  • Decorar livros da Bíblia; repeti-los por causa dos novos que entram; lembrar versos bíblicos e falar onde se encontram; citar versos que se ligam ao ensino dado;
  • Cantar hinos ligados ao ensino.

8.1.3. 4ª Classe - Adolescentes (11 a 15 anos)

Nessa classe, a professora deverá trazer o ensino de forma a levar os adolescentes a aplicarem nas suas vidas o assunto que está sendo dado.

Exemplos:

  • A operação do Espírito Santo no meio da igreja. A professora deve levá-los a buscarem uma experiência pessoal de batismo com o Espírito Santo.
  • A professora ensina que idolatria é tudo que toma o lugar de Deus no coração do homem. Assim, deve levá-los a meditar se existe na vida deles algo que estão valorizando mais que a Deus e incentivá-los a terem uma experiência, para que o Senhor os liberte daquela dificuldade.

Acrescentamos, ainda, o cuidado redobrado da professora em não utilizar roupas e acessórios extravagantes que chamem a atenção dos adolescentes e os distraiam na aula. Vamos lembrar que as professoras são referência para a classe, e os adolescentes estão na fase da imitação.

Como eles estão na fase da imitação, o ideal é que as aulas tenham personagens bíblicos, cujas vidas agradaram ao Senhor, pela obediência, fé e coragem. Também deverão aprender as doutrinas fundamentais da Obra.

Exemplos de dinâmicas a serem feitas:

  • Decorar livros da Bíblia e repeti-los por causa dos novos que entram;
  • Lembrar versos bíblicos e falar onde se encontram; citar versos que se ligam ao ensino dado;
  • Após a aula, fazer um período de oração com a classe, dando a eles a liberdade de pedirem seus motivos de oração.

8.2. Os materiais didáticos

As professoras contam com diversos materiais didáticos de apoio disponibilizados no site oficial de CIAs para auxiliá-las na ministração da aula e para fixação do ensino, conforme a seguir:

  1. Aula escrita com o ensino bíblico da semana
  2. Slides de projeção para apoio na aula
  3. Atividades de fixação do ensino bíblico
  4. Cartazes para serem colocados nas salas de aula
  5. Sugestão mensal de lembrancinha (a confecção é opcional)

A classe de 0 a 3 anos tem material diferenciado das demais classes, conforme orientado no capítulo anterior.
Para as crianças, intermediários ou adolescentes com deficiência (PCD – Pessoa com Deficiência) há um material diferenciado, adaptado para diversos tipos de deficiência, disponibilizado semanalmente no site oficial de CIAs.

A aula escrita contém os pontos principais a serem passados no ensino da escola bíblica. Os slides que acompanham o estudo são um valioso recurso visual para fixação do ensino.

As referências bíblicas citadas nas aulas sem transcrição do versículo (Ex.: Atos 2:1-5), têm o objetivo de facilitar o estudo do assunto na Palavra de Deus, fazendo com que a professora passe o estudo com segurança e conhecimento bíblico. Assim, não há necessidade de se fazer a citação desses versículos para os alunos, pois a aula pode se tornar cansativa e com excesso de informação.

O material didático disponibilizado não diminui a necessidade de preparo espiritual de cada professora na transmissão do ensino. A instrumentalidade das professoras é fundamental na realização desse nobre trabalho. Portanto, se faz necessário o uso constante dos recursos da graça (jejum, oração, madrugada, leitura da Palavra, alcance da revelação através do corpo etc.).

Precisamos da graça do Senhor, da presença do Espírito Santo para transmitirmos o ensino!

“Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.” Êxodo 33:14

8.2.1. Atividades nas classes

A aula da Escola Bíblica Dominical é para o ensino da Palavra, louvores e oração. Trabalhos diversos, como desenhos ou exercícios só poderão ser desenvolvidos após a ministração da aula, se houver tempo.

O site oficial de CIAs disponibiliza atividades semanais para cada classe que trata, de forma didática, o assunto da aula. Caso não haja tempo de fazer a atividade em sala de aula, ela deverá ser colada no caderno e eles serão orientados a fazerem em casa e trazerem na próxima aula.

8.2.2. Lembrancinhas

A lembrancinha é uma recordação do estudo ministrado que o aluno levará para casa. É elaborada pelas professoras e aborda os aspectos proféticos e de aplicação do ensino ministrado.

As professoras devem entender que o principal objetivo das lembrancinhas é fazer com que, após o estudo, as classes se lembrem do enfoque principal do ensino quando olharem para a lembrancinha.

São distribuídas para as crianças de 3 a 7 anos e intermediários. A distribuição para a classe de adolescentes não é recomendada. Porém, não há impedimento quanto à sua distribuição, desde que se tenha o cuidado de não se entregar algo infantil, que possa constranger a classe.

A distribuição de lembrancinhas para a classe de 0 a 3 anos também não é recomendada, conforme orientado no tópico de orientações específicas para essa classe.

Não é recomendável a distribuição de lembrancinhas de forma semanal, pois essa prática pode sobrecarregar as professoras, tirando, até mesmo o tempo de preparo das aulas e de assistências às classes. Vamos lembrar que o preparo das aulas e a assistência às classes é muito mais importante para que o trabalho de CIAs tenha resultado efetivo, formando cidadãos que vão morar no céu.

Outro ponto que salientamos é que, a confecção de lembrancinhas de forma semanal faz com que as professoras repitam os modelos (Ex.: Marcador de Bíblia, ímã de geladeira, porta recados etc.) e com o tempo as classes passam a não valorizar as lembrancinhas, virando um costume. A lembrancinha distribuída ao final do estudo fará com que as classes fixem o tema do ensino dado.

Não se deve entregar bala como lembrancinha aos alunos, pois não há significado espiritual nessa prática. Balas devem ser evitadas, mesmo fora do horário da aula, pois a criança pode ter alergia, e atualmente, muitos pais não gostam que seus filhos consumam açúcar.

As lembrancinhas não devem conter imagens de brasões oficiais de órgãos públicos e nem ser reprodução de documentos oficiais (RG, CPF, Passaporte etc.). Assim, as cédulas de identidade não devem ser utilizadas como lembrancinhas.

O Grupo de Trabalho de CIAs disponibiliza, mensalmente, uma sugestão de lembrancinha que fixa o principal ponto do estudo ministrado no mês, porém, sua confecção é opcional.

8.2.3. Dinâmicas

As dinâmicas em sala são permitidas, desde que não comprometam o ensino a ser ministrado e sejam dadas ao término da aula. A dinâmica consiste em mostrar um exemplo prático, com o objetivo de fixar o ensino da Palavra de forma genuína, sem qualquer desvirtuamento. Também devem trazer exemplos simples e de fácil compreensão para as classes.

Um exemplo de dinâmica para fixação do ensino é a maquete com a casa escura, onde ninguém vê nada, e quando se acende a luz da casa, a verdade é revelada, pois todos podem ver tudo que está na casa. Logo após, se traz a aplicação de Jesus é a luz do mundo e Ele nos revela a verdade. Outra opção de dinâmica é ao final de uma aula sobre oração, que se faça uma rodinha com as classes e peça que um ore pelo outro. Assim, eles vão aprender na prática, acerca da oração.

8.2.4. Caderno de acompanhamento

A preparação de um caderno de acompanhamento para as classes é muito útil, pois é nesse caderno que são coladas as atividades das aulas.

Os cadernos serão entregues para os alunos para que os pais acompanhem o ensino ministrado, e ainda, para aqueles que farão suas atividades em casa. As professoras deverão alertar os alunos a trazer os cadernos em toda aula da Escola Bíblica Dominical. Ainda devem incentivar os pais a acompanharem as atividades feitas por seus filhos, relembrando o estudo dado. Isso é uma bênção para toda a família.

8.2.5. Não oferecimento de prêmios

A professora não deve premiar os alunos porque vieram na aula. O prêmio é a benção de ser fiel.

São consideradas formas de premiação, que não devem ser realizadas:

  • Elogios por ter decorado a sequência dos livros da Bíblia, Salmos ou versos bíblicos ligados ao ensino que está sendo dado. Os que decoram facilmente e que não são acanhados não devem receber elogios e prêmios, pois isso constrange e desanima os que são acanhados ou tem dificuldades em falar diante da classe;
  • Estrelinhas ou Nota Dez para o acerto das atividades e outras notas menores para aqueles que não acertaram ou não fizeram;
  • Distinção, diante da classe, para aqueles que oraram (ou cantaram) no culto.

Muitas crianças e adolescentes necessitam ser ajudados e encorajados para serem instrumentos nas mãos do Senhor. Não são culpados por terem dificuldades e não podem ser constrangidos diante da classe.

Para se decorar os livros da Bíblia deve-se priorizar a repetição conjunta, que trará alegria a todos no conhecimento da Palavra.

8.3. Assuntos para datas comemorativas

As professoras devem estar atentas para as épocas do ano em que o comércio, as escolas e os lares estarão envolvidos em comemorações enganosas, idólatras e pagãs.

Enquanto o mundo comemora as suas festas pagãs, as nossas crianças comemoram a benção do Senhor da promessa de uma eternidade com Deus.

Entretanto, nossas crianças e adolescentes necessitam ser protegidas contra a operação do erro. Por isso, o Grupo de Trabalho de CIAs disponibilizará aulas durante essas épocas. As aulas terão o objetivo de livrá-los da mentira e torná-los capazes de falar sobre os assuntos com segurança na Palavra. Assim, eles terão a mente preservada do mal.

CALENDÁRIO DAS PRINCIPAIS DATAS COMEMORATIVAS
MESES ASSUNTOS
Março ou Abril Páscoa
Junho e Julho As festas pagãs (juninas e julinas)
Setembro Distribuição de doces em homenagem a ídolos
Outubro Festa pagã importada dos americanos, comemorada, especialmente nos cursos de inglês: Halloween
Dezembro Natal

IX. Crianças e Adolescentes com Deficiência (Acessibilidade)

O trabalho de acessibilidade surgiu em razão da crescente demanda dos mais diversos tipos de deficiências, sejam elas de natureza física, mental, intelectual ou sensorial nas igrejas. Assim, houve a necessidade de um preparo para acolher e trabalhar com as nossas crianças e adolescentes com deficiência, de forma a atender as especificidades de cada aluno.

Atualmente o termo correto a ser utilizado é “Pessoa com Deficiência” (PCD). Essa denominação deve ser utilizada, não por ser politicamente correta, mas porque, dessa forma, a questão substantiva (“pessoa”) possui mais importância do que o aspecto adjetivo (“com deficiência”).

A deficiência é apenas uma dentre várias características pertencentes a essas crianças e adolescentes. E a referência a eles nunca deve ser pela deficiência e sim, sempre pelo nome, como é feito com todas as demais crianças e adolescentes.

O objetivo do trabalho de crianças e adolescentes com deficiência é proporcionar a eles assistência espiritual, fazendo com que entendam a mensagem de salvação.

Os alunos com deficiência também devem participar das aulas, sendo acolhidos e integrados pelas professoras.

Somente em casos graves, quando o aluno não consegue ficar com os demais, é que as aulas serão ministradas de forma separada.

Não há pré-requisito de formação acadêmica para esse trabalho. Para assistir seus alunos, as professoras deverão buscar conhecer melhor sua deficiência, mas antes de tudo precisam de vida espiritual amadurecida na Obra, firmeza na Palavra de Deus e na doutrina.

O levantamento das professoras continua seguindo as orientações já descritas nesta apostila. Entretanto, assim como toda professora tem um perfil para cada classe, algumas irmãs se identificarão mais com este trabalho do que outras. Não há necessidade de ser formar na igreja um grupo de professoras separado para a acessibilidade. O grupo de professoras é único.

Os canais oficiais do Presbitério, tais como Youtube da Igreja Cristã Maranata, disponibilizam diversos materiais didáticos e de orientação de como a professora deve assistir e dar a aula para os alunos com deficiência.

O site oficial de CIAs traz apostilas que têm por objetivo auxiliar as professoras de crianças, intermediários e adolescentes com deficiência da Igreja Cristã Maranata.

X. A Classe de 0 a 3 Anos

O trabalho de crianças de 0 a 3 anos e gestantes começou no nosso meio no ano de 2015, e desde então o Senhor tem operado grandes bênçãos através dessa classe.

Para o desenvolvimento do trabalho as professoras, o ministério e o diácono responsável, deverão observar as instruções gerais sobre o trabalho, conforme a seguir.

10.1. Objetivos

O trabalho com crianças de 0 a 3 anos e gestantes tem por objetivos:

  • Proporcionar às mães momentos de comunhão e oração a Deus com seus filhos;
  • Fortalecer os laços afetivos entre mães e filhos por meio de recursos espirituais;
  • Incentivar as famílias a realizarem cultos no lar com os filhos, introduzindo na rotina diária familiar o hábito de orar, ler a Palavra de Deus e cantar louvores;
  • Orientar as mães sobre o comportamento e participação das crianças durante os cultos;
  • Auxiliar as mães na condução da vida espiritual dos filhos, levando-os a uma vida de oração, santificação e obediência ao Senhor;
    Facilitar a integração e participação das crianças na próxima classe;
  • Conscientizar às gestantes que seus filhos são escolhidos do Senhor desde o ventre.

Vale destacar que o trabalho das mães se compara ao cuidado de Ana com Samuel. Ana era uma mãe comprometida com a formação espiritual do seu filho, que era um presente do Senhor. Ana consagrou Samuel ao Senhor, mas só o entregou para o serviço no templo após ser desmamado.

O período de desmame dos israelitas era em torno dos 3 anos de idade. Aquele momento era um marco na vida da criança, pois a partir do desmame as crianças aprendiam as leis e costumes dos hebreus. Em Gênesis 21:8, Abraão fez um grande banquete após seu filho Isaque ser desmamado.

Ana preparou Samuel para servir no templo. Esse trabalho tem como objetivo preparar os filhos para servirem ao Senhor no templo, cantando louvores, orando. Isso nos mostra a operação de Deus ao longo dos anos. O mesmo Espírito que operou em Ana, bem como na igreja primitiva, age nos nossos dias direcionando o ensino das crianças nesta Obra.

10.2. Benefícios

Deus tem abençoado a Sua igreja e muitos são os frutos do ensino para a classe de 0 a 3 anos e gestantes. Dentre eles estão:

  • Crianças com comportamento mais reverente nos cultos e melhor adaptação à classe de crianças de 3 a 7 anos;
  • Experiências com o Senhor (respostas de orações, libertações, curas...);
  • Fortalecimento espiritual das famílias, com salvação de vidas;
  • Renovo espiritual das mães, com maior integração das mães ao Corpo de Cristo.

10.3. O preparo da sala de aula

A aula é realizada em um anexo da igreja. Os bancos são afastados ou retirados da sala e é estendido sobre o chão um tapete de EVA, para que as mães e crianças se acomodem sentadas no chão, em formato de círculo. Assim, mães e crianças podem, durante todo o período, manter o contato visual com a professora que está na condução da aula e com as outras crianças.

Essa organização se faz necessária, pois, para receberem o ensino, as crianças desta faixa etária necessitam de acolhimento, situações concretas de aprendizagem e um ambiente em que lhes permita descobrir, conhecer e alcançar novos conhecimentos por meio dos sentidos.

Diante de demandas tão singulares, o método de aprendizagem utilizado é por modelação, ou seja, aprendizado a partir da observação de um modelo ou referência. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, na Primeira Carta aos Coríntios já ensinava: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”. I Co 11:1.

10.4. Ministração da aula

A professora dessa classe deverá observar todos os cuidados de preparo da aula, conforme orientado no tópico “O PREPARO DAS AULAS DAS QUATRO CLASSES” desta apostila.

A aula das crianças de 0 a 3 anos será ministrada por uma professora, de acordo com o roteiro apresentado abaixo:

  • Clamor pelo Sangue de Jesus.
  • Período do Louvor: Cantar dois louvores da coletânea das CIAs, dando preferência aos corinhos, que são de fácil compreensão para a faixa etária. Na aula disponibilizada pelo Grupo de Trabalho de CIAs há sugestões de louvores.
  • Momento de oração das crianças: As professoras perguntam quais crianças gostariam de orar. As professoras ou mesmo as mães oram em voz alta para as crianças repetirem, até alcançarem autonomia para orarem sozinhos.
  • Leitura e explicação da Palavra de Deus: A professora deve abrir a Bíblia e ler o versículo da aula.
  • Período de intercessões das mães (uma ou duas orações): Nesse momento, após o ensino da Palavra de Deus, a professora pede que as mães façam orações pelos motivos relacionados à faixa etária e às famílias. Ex.: Livramento de acidentes domésticos, saúde, fortalecimento espiritual das famílias, obediência, bom comportamento nos cultos, crescimento espiritual dos filhos, batismo com o Espírito Santo etc.
  • Encerramento da aula: Encerra-se a aula cantando um louvor e, em seguida, uma oração por parte da professora, que entregará o período diante do Senhor.
  • Entrega dos versículos da semana: Ao final da aula, entrega-se às mães a relação com os 7 versículos, que estão diretamente relacionados ao ensino daquele dia. A mãe dará continuidade em casa, lendo um versículo diariamente para a criança. A aula disponibilizada vem com os versículos diários pré-definidos.

Observação Importante: Não recomendamos a utilização de instrumentos (chocalhos, ovinhos etc.) em todas as aulas, para não perder o foco do trabalho.

Na aula disponibilizada pelo Grupo de Trabalho de CIAs para a classe de 0 a 3 anos, há uma parte do estudo direcionada às crianças e outra às mães.

No primeiro momento o ensino é dirigido às crianças. O assunto deve ser explicado de forma breve, objetiva, usando uma linguagem de fácil compreensão.

No segundo momento, a professora se dirige às mães, e traz uma breve palavra (descrita na aula).

O objetivo é conscientizar as mães sobre o assunto ministrado, fazendo com que o ensino seja trabalhado em casa com os filhos e os versículos (definidos para a semana) sejam lidos diariamente. Assim, desde cedo, a criança criará o hábito de ler a Palavra de Deus e crescerá fortalecido na doutrina do Senhor.

10.5. Tempo de duração da aula

A aula, incluindo período de louvor, palavra, orações e encerramento, não pode ultrapassar 10 a 15 minutos, tendo em vista que o tempo de concentração das crianças de 0 a 3 anos é muito curto.

10.6. Material didático para a aula

O material didático das aulas para a classe de 0 a 3 anos é disponibilizado mensalmente no site oficial de CIAs e é composto por aula escrita, slides e cartazes.

Não é permitido utilizar recursos como fantoches, teatros, fantasias, figuras humanas ou vestir as crianças com adereços ilustrativos referentes aos temas das aulas, como por exemplo, vestir as crianças de soldados.

Caso as irmãs queiram, poderão elaborar cartazes, painéis, maquetes e outros recursos extras para a ilustração das aulas. Porém, salienta-se que não há necessidade, vez que o ensino da classe de 0 a 3 anos trata-se de uma aula simples, sucinta e objetiva, sendo suficiente apenas o uso do cartaz disponibilizado pelo Grupo de Trabalho de CIAs.

10.6.1. Lembrancinhas

Não se deve entregar lembrancinhas de forma semanal, pois pode sobrecarregar as professoras, tirando, até mesmo, o tempo para se dedicarem à aula e à assistência à classe.

É importante lembrar que, devido à fase de desenvolvimento da faixa etária desta classe, os materiais que são utilizados na confecção das lembranças podem causar riscos à saúde dos pequenos, uma vez que podem ser colocados na boca e engolidos. Assim, deve ser evitada a distribuição de lembrancinhas para a classe de 0 a 3 anos.

10.7. As mães e gestantes nas aulas

Conforme orientado pelo Senhor em um dom espiritual no início do trabalho com a classe de 0 a 3 anos, as mães devem participar das aulas juntamente com seus filhos.

A presença das mães nas aulas é fundamental para que os objetivos do trabalho sejam alcançados. Elas desempenham um papel fundamental na transmissão da herança da salvação. As mães darão continuidade ao trabalho em casa, introduzindo na rotina da criança os louvores, a Palavra e os versículos da aula. Isso fará com que a criança assimile e guarde os ensinos da Palavra de Deus.

Durante a aula as mães devem manter as crianças sentadas no tapete ou no colo. É importante que as mães evitem deixar as crianças no centro da roda ou com objetos/brinquedos durante a aula.

Em todo o tempo as mães devem incentivar a participação das crianças na aula cantando louvores, fazendo os gestos. As mães ensinarão seus filhos a orar (a mãe fala a oração e a criança repete), despertando a atenção da criança para a aula e para o cartaz apresentado. Assim, a comunhão será preservada durante a aula e as crianças aprenderão a reverência na Casa do Senhor.

As irmãs devem observar a vestimenta adequada para se sentarem no chão com as crianças. Às irmãs gestantes não é recomendado se sentarem no chão, podendo se assentar nos bancos.

É importante que as gestantes participem das aulas da classe de 0 a 3 anos. A alma não tem idade e, desde o ventre, o Espírito Santo está trabalhando na alma dos bebês. Além disso, as mães já começam a aprender ensinamentos essenciais, fundamentados na Palavra de Deus, para a criação dos seus filhos.

Na Bíblia, Joquebede, mãe de Moisés, teve seu filho num período em que havia juízo de morte sobre os recém-nascidos. Mas, com sabedoria, preservou o seu bebê em vida. Ela o escondeu após o nascimento para que não fosse morto.

A participação das mães/gestantes nas aulas da classe de 0 a 3 anos tem a mesma finalidade. É desejo do Senhor que as servas escondam os filhos em oração e na Palavra Revelada, para que sejam preservados do mal.

O menino Moisés cresceu e houve um momento em que não foi possível escondê-lo mais. Joquebede teve que colocá-lo nas águas do rio Nilo. Ela o colocou em um cesto betumado e ele não se afogou nas águas do rio.

A mãe é responsável pela formação espiritual do filho. Sua participação nesse processo de aprendizagem e edificação é fundamental. Deus capacita suas servas a quem confiou uma grande herança, os filhos, a prepararem cestos betumados para a salvação em seus lares.

As crianças desta Obra estão betumadas pelo poder do Espírito Santo, cobertas com o Sangue de Jesus. Com isso, temos a certeza de que não se contaminarão com a imundície do pecado, mas serão preservados para serem instrumentos nas mãos de Deus e alcançarão a vida eterna.

10.8. As professoras e o trabalho de 0 a 3 anos

As características gerais das professoras dessa classe já estão expostas no tópico “CARACTERÍSTICAS DAS PROFESSORAS”, destinado a todas as professoras.

As professoras da classe de 0 a 3 anos participam da reunião quinzenal.

Devem atender a todas as orientações destinadas às demais professoras. O trabalho é um só.

10.9. Experiências com a classe de 0 a 3 anos

Para edificação, seguem alguns relatos de experiências vivenciadas por mães e alunos da classe de 0 a 3 anos:

  • Quando o pastor anunciou o início do trabalho, uma irmã que tinha sua filha ainda bebê, procurou o irmão responsável. Em lágrimas, disse que o trabalho de 0 a 3 anos era resposta de oração, pois ela não havia crescido na igreja e não sabia como conduzir a educação de sua filha. Estava orando para que Deus a ajudasse na orientação da vida espiritual da filha.
  • Uma senhora que cresceu na igreja e se afastou na juventude. Após saber do trabalho, começou a frequentar as aulas com o filho de 7 meses. Ela retornou à presença do Senhor e se integrou a igreja e ao grupo de assistência. A avó, que estava desanimada e sem ir aos cultos, também começou a participar das aulas para ajudar a filha e recebeu um grande renovo. Ambas estão firmes na presença do Senhor.
  • Uma criança foi internada e o exame de sangue detectou alta taxa de infecção. A médica disse que ela ficaria internada de 3 a 5 dias. A mãe da criança pediu para o grupo de mães com filhos de 0 a 3 anos orarem. No dia seguinte, a mãe informou, pela manhã, que a criança não tinha previsão de alta e que os médicos repetiriam os exames.
    Nesse mesmo dia, às 11h da manhã, uma outra criança de 2 anos que também participa da classe, chamou sua mãe para que orassem pela “amiga da igreja que estava no hospital”. A mãe da criança internada contou que uma médica passou às 11h (mesmo horário que a criança de 2 anos chamou a mãe para orar) e deu alta para a sua filha, pois os exames estavam ótimos. A família ficou muito feliz pela resposta do Senhor e por ver que este trabalho tem ajudado as crianças a entenderem a importância da oração.
  • O Senhor deu um sonho no qual o bebê, ainda no ventre da mãe, cantava o louvor “Maranata é o grito da igreja”. No coro, quando pronunciava a frase “Maranata é uma forma de vida” ele cantava ainda mais forte. O Senhor o visitou e encheu o seu coração de louvor. Desde o ventre os bebês sentem a presença do Senhor, porque a alma conhece aquele que a criou.
  • Durante o culto em uma das nossas igrejas, o Senhor mostrou que anjos estavam no templo e houve uma grande visitação do Espírito Santo no meio da igreja. Uma criança da classe de 0 a 3 anos disse para a sua mãe: “Mamãe, a pomba!”. A mãe olhou, mas não viu nada. Ela insistiu várias vezes, que estava vendo a pomba. No outro dia, a mãe perguntou para ela novamente sobre o que havia visto no culto da noite anterior. E ela, imediatamente, respondeu: “A pomba, mamãe!” Louvado seja o nosso Deus, porque Ele tem se revelado aos Seus servos. Mesmo tão novos em idade, eles já crescem vivendo experiências com o Espírito Santo.

10.10. Informações adicionais

A orientação é que as mães participem da aula juntamente com os seus filhos, conforme a revelação do Senhor. Nos casos excepcionais, em que as crianças estão sob a guarda de outros familiares/pessoas, o(a) responsável poderá frequentar as aulas com a criança. O pai só deverá acompanhar a criança na reunião caso a mãe não possa participar.

Deve-se evitar que crianças acima de 3 anos participem da aula para não perder o foco do trabalho.

Em caso de necessidades especiais (crianças enfermas ou direção do Senhor por meio de dons espirituais) o diácono responsável pelo trabalho de professoras da igreja local poderá orar com imposição das mãos pelas crianças e mães ao término da aula.

Os dons espirituais manifestos durante a aula devem ser encaminhados ao ministério.

Dependendo do dia da semana em que a igreja escolheu para a realização das aulas, pode acontecer de terem cinco aulas no mês. Neste caso, ou, sempre que houver necessidade de aplicar aulas além das que foram enviadas, as irmãs devem preparar uma aula seguindo o tema do mês e atendendo ao padrão de aula do Grupo de Trabalho de CIAs.

XI. A Ornamentação das Salas

As professoras devem ter o zelo ao ornamentar os anexos da igreja, sempre lembrando de que se trata da Casa do Senhor. Assim, toda a ornamentação das salas das classes deve remeter a ensinos da Palavra de Deus.

Vamos lembrar que as CIAs não podem perder a referência de que estão entrando na Casa de Deus, que é Casa de Oração. São os ensinos da Palavra de Deus que trarão riquezas eternas para nossas CIAs, firmando-as no caminho para a eternidade.

“A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores.” Provérbios 10:22

As salas de aulas poderão ser ornamentadas com cartazes, painéis, murais com temas que fixem ensinos bíblicos para as classes, como por exemplo: reverência, oração, temas dos Seminários de Março e Evangelização de Outubro, cartazes de aniversário das crianças mostrando um aprisco com ovelhas e os nomes dos alunos e datas de aniversário, livros da Bíblia etc.

Antes de fazer as ornamentações das salas, o ministério deve ser consultado.

Nos cartazes de aniversário deverão ser tomados os seguintes cuidados:

  • Os cartazes de aniversário das classes de crianças e intermediários podem ser feitos junto ou separado.
  • O cartaz da classe de adolescentes sempre deverá ser feito de forma separada.
  • Não deverão ser colocados nos cartazes, balões ou qualquer outra imagem que lembre uma festa de aniversário, pois isso foge ao objetivo da ornamentação das classes.

Nas gravuras, nunca deve haver a humanização de figuras e animais tais como sol, nuvem, árvores. Ex.: Sol, nuvem com olhinho e boquinha; ovelhinha sorrindo etc.

Nunca se deve colocar personagens de quadrinhos na ornamentação das salas, ainda que sejam personagens utilizados no meio evangélico. Ex.: Smilingüido.

Deve-se evitar fazer mudanças semanais nos murais, pois isso toma muito o tempo das irmãs. A recomendação é que as ornamentações das salas só sejam modificadas quando estiverem precisando ser trocadas, em razão do tempo de uso.

É importante lembrar que o principal é que as irmãs tenham tempo para preparar as aulas e assistir suas classes, anotando os nomes dos alunos faltantes, enfermos, dando assistência aos alunos etc.
No site oficial de CIAs existem alguns modelos de cartazes e painéis, na aba “Materiais diversos”.

XII. O Acompanhamento do Ministério e dos Pais

O trabalho de crianças, intermediários e adolescentes deverá ter o acompanhamento constante do ministério local. De igual forma, os pais também deverão ser conscientizados diariamente acerca da importância de passar a herança espiritual para seus filhos.

12.1. O acompanhamento do ministério

O ministério deve acompanhar o trabalho de crianças, intermediários e adolescentes, uma vez que eles são a igreja de hoje, e não a igreja de amanhã. Esse acompanhamento engloba, no mínimo, os seguintes aspectos:

  • Estar ciente das lições semanais para prover o apoio necessário às professoras das classes;
  • Entender que crianças e adolescentes sofrem da mesma forma que os adultos, mas muitas vezes não sabem exprimir seus sentimentos;
  • Avaliar continuamente o dia a dia das classes, atuando, quando necessário, na assistência às crianças, intermediários e adolescentes, com imposição de mãos e visitas;
  • Orientar sempre as professoras a tratar seus alunos com amor, criando vínculo com eles;
  • Estar em constante contato com o diácono responsável para ficar a par do desenvolvimento das classes e atuação das professoras;
  • Atentar para a assistência solicitada pelas classes após o culto;
  • Prover assistência especial às crianças, intermediários e adolescentes cujos lares são incompletos e para aquelas que são atingidas por situações de opressão nos lares ou escolas;
  • Acompanhar as crianças e adolescentes com deficiência, sempre tendo a sensibilidade de avaliar, juntamente com os pais, a peculiaridade das necessidades desses alunos;
  • Reunir periodicamente com os pais, mostrando, na Palavra de Deus, a importância da transmissão da herança espiritual aos filhos. Lembrar aos pais que o testemunho dentro dos lares é essencial, pois é através do exemplo que as crianças, intermediários e adolescentes aprendem muitos ensinos;
  • Orientar os pais a levarem seus filhos à Escola Bíblica Dominical, assistindo os pais de crianças, intermediários e adolescentes que não estão levando seus filhos aos cultos e escolas bíblicas. O pastor deve conscientizá-los acerca da importância de seus filhos crescerem na presença do Senhor. Nesses casos, o aluno não pode ser admoestado e sim os pais;
  • Orientar os obreiros e diáconos que, ao orarem com as crianças e intermediários, a oração não deve ser longa, pois a atenção deles se acaba logo. A oração também não deve conter palavras difíceis, que eles não consigam compreender;
  • Incentivar a implantação do Projeto Aprendiz Júnior na sua igreja, bem como da Orquestra Júnior, buscando conhecer todas as diretrizes desse trabalho;
  • Ressaltar que não cabe às professoras admoestar os pais, pois essa função cabe ao pastor.

12.2. O acompanhamento dos pais ou responsáveis

É de fundamental importância que os pais acompanhem, com interesse, os estudos bíblicos e as atividades da classe de seus filhos. Eles devem ter a consciência de que a tarefa principal da transmissão da herança espiritual é deles e não das professoras. Os pais são responsáveis pela complementação do ensino nos lares, lendo a Palavra de Deus e aplicando o ensino ministrado na Escola Bíblica Dominical nos seus lares e na vida dos filhos.

Os pais também devem incentivar seus filhos a participarem do Projeto Aprendiz Júnior, levando-os a participar dos ensaios.

Os pais das crianças acima de 3 anos devem incentivar seus filhos a se assentarem nos bancos reservados à sua classe. É recomendável que levem seus filhos ao banheiro e deem água antes do culto, evitando, assim, que eles se levantem no momento do culto. Devem sempre ensinar seus filhos a terem reverência e o temor ao Senhor nos cultos, lembrando-os que esse é um momento de adoração ao Senhor, de cantar louvores, glorificar e ouvir a Palavra de Deus.

Os pais não devem permitir que seus filhos fiquem andando dentro do templo na hora dos cultos. Desde pequenos, devem aprender a reverência na Casa do Senhor.

É importante ensinar aos pais que eles nunca devem amedrontar seus filhos dizendo que vão chamar o pastor se não ficarem quietos etc., pois crescerão com medo do pastor.

Os pais devem sempre lembrar de exemplos de filhos obedientes na Palavra de Deus, como Rebeca, Ester, Samuel, Davi, Isaque etc. Também devem contar histórias bíblicas para seus filhos, apresentando os bons exemplos de servos do passado: Daniel, Jonas, Noé e a arca, Miriã etc.

12.2.1. Pais com crianças de até 3 anos

Os pais de crianças até 3 anos devem estar empenhados em levar seus filhos aos cultos, para que desde pequenos sejam acostumados a irem à Casa do Senhor e se alegrarem. Além disso, como todos, as crianças recebem os benefícios da imposição de mãos no momento da Benção Apostólica.

Até completarem 3 anos, as crianças ficarão com seus pais, não devendo se assentar nos bancos das demais classes.

As crianças são uma grande alegria para a igreja. A grande bênção no nosso meio é que os pais são ensinados a criarem seus filhos tendo reverência na Casa do Senhor desde a tenra idade.

Recomenda-se que os pais com crianças pequenas se assentem nos últimos bancos da igreja, pois a criança pode chorar ou ficar agitada. Assim, evita-se que o visitante perca a atenção no culto e a comunhão dos irmãos seja prejudicada.

Para manterem as crianças sossegadas, as mães podem levar para os cultos brinquedos bem pequenos, que não façam qualquer barulho, nem quando caem. Para aqueles que estão na época do nascimento de dentes, é recomendável que a mãe leve brinquedos para eles morderem. Assim, ficam mais calmos.

Caso a criança esteja inquieta, querendo andar, a mãe deve pegá-la no colo e distraí-la com um brinquedo. Nunca devem ser dadas chaves de carro ou de casa, não só por serem sujas, mas também porque fazem muito barulho, prejudicando a comunhão dos irmãos.

A criança nunca deve ser acostumada a ficar do lado de fora do templo no momento do culto. Os pais só devem sair com as crianças pequenas na hora do culto, em último caso, com o fim de atender uma necessidade especial da criança, bem como preservar a comunhão no culto.

As mães devem levar suas crianças para as aulas das classes de 0 a 3 anos. Ainda que a criança fique inquieta, ela logo se acostumará com o ambiente da aula, o ensino da Palavra e os louvores ficarão no seu coração.

XIII. Os Seminários de Março e Evangelizações de Outubro

Os Seminários de Março e as Evangelizações de Outubro de crianças, intermediários e adolescentes têm sido motivo de grande alegria no nosso meio.

A cada ano vemos a operação do Espírito Santo nos encontros, com salvação de vidas e muitas experiências. Assim, toda a igreja e ministérios deverão valorizar esse trabalho tão maravilhoso!

Ressalta-se que em março ocorrem os seminários das classes, quando há duas aulas com ensinos doutrinários. Em outubro é o mês da evangelização das classes, onde há uma aula com assunto evangelístico.

Os seminários e evangelizações são uma grande oportunidade de evangelização. Assim, o pastor deve envolver toda a igreja nos convites. As crianças, intermediários e adolescentes, bem como toda a igreja, deverão ser orientadas a convidarem, especialmente, seus familiares e amigos para os encontros, podendo, até mesmo, fazer entregas de convite no bairro e escolas.

É importante que as professoras façam jejuns e madrugadas, a serem definidos pelo ministério local, nos dias que antecedem os seminários e evangelizações, como preparo para que o Senhor dê uma grande bênção nos encontros.

Tanto os seminários como as evangelizações poderão ocorrer nos Maanains de cada região, principalmente quando se tratar de Maanains urbanos. Também poderão ocorrer nas igrejas locais, ou serem realizados por polos. A coordenação deve levar em conta a realidade local.

Para as classes de crianças de 3 a 7 anos, intermediários e adolescentes, nunca se devem realizar os seminários e evangelizações nos anexos das igrejas. Esses são momentos especiais para as CIAs, que devem ser valorizados pelos ministérios. Portanto, deverão ser realizados nos templos.

Não há impedimento de que sejam servidos lanches e lembrancinhas nos encontros realizados nas igrejas, porém, esses deverão ser custeados através de ofertas dos irmãos da igreja local.

13.1. As aulas

Nos seminários de março serão dadas duas aulas, voltadas para o ensino das classes. Haverá um intervalo entre a primeira e segunda aula.

No mês de outubro ocorrerão as evangelizações das crianças, intermediários e adolescentes. As evangelizações terão uma mensagem e serão voltadas para as classes, mas em especial, para os visitantes.

13.2. As professoras que serão usadas

As aulas e os períodos de louvor dos encontros serão ministrados por Professoras das classes da Escola Bíblica Dominical, a serem definidas pelo ministério ou coordenação regional, mediante consulta ao Senhor.

As professoras que darão aulas nos encontros devem ter as seguintes características:

  • Servas amadurecidas espiritualmente, que já tenham experiência com o trabalho;
  • Tenham uma vida de testemunho;
  • Tenham capacidade de transmissão da aula para um grupo maior de crianças, intermediários e adolescentes;
  • Devem saber se comunicar com as classes através de uma linguagem simples e didática, de fácil entendimento para a respectiva classe que está ministrando a aula.

De igual forma, as professoras que serão usadas nos períodos de louvor, devem ser servas de bom testemunho. Devem ter facilidade para estar à frente de um grupo maior, tendo uma linguagem adequada para a respectiva classe que está ministrando o louvor.

Seja no período de louvor, palavra ou gestos, as professoras devem estar atentas quanto aos trajes, evitando, ainda, usar maquiagens e esmaltes fortes, bijuterias (brincos, pulseiras, anéis) grandes, reluzentes e que façam barulho, bem como tudo que possa tirar a atenção dos alunos e visitantes.

As professoras não devem ser o foco da atenção, e sim os louvores e o ensino que estão sendo trazidos. Portanto, devem se apresentar de maneira discreta, buscando a comunhão e a graça do Senhor.

13.3. O período de louvor

As professoras que forem ministrar o período de louvor deverão conduzir com alegria todo o período de louvor, mostrando às classes como é bom louvar e bendizer ao Senhor.

As professoras não deverão fazer comentários longos no intervalo de um louvor para o outro, pois haverá o momento certo para a ministração do ensino da Palavra de Deus.

Nos períodos de louvor das crianças e intermediários, as professoras que estiverem no louvor, poderão contar com o auxílio de até duas professoras para fazerem os gestos juntamente com elas. Elas devem se posicionar uma de cada lado do templo, com o fim de facilitar a visualização por parte das crianças e intermediários.

Nenhuma professora deve segurar apostilas ou qualquer outro material de apoio, uma vez que os gestos deverão ser ensaiados com antecedência, para que a professora possa memorizá-los.

Todos os gestos dos louvores poderão ser encontrados no site oficial de CIAs.

Nos períodos de louvor dos encontros de adolescentes, as professoras não deverão fazer gestos, pois os adolescentes normalmente se sentem constrangidos. Lembrando, ainda, que haverá muitos adolescentes visitantes, que também poderão se sentir constrangidos em fazer gestos.

13.4. A ministração da Palavra

As professoras que forem ministrar as aulas deverão estudá-las atentamente, explorando, no momento da aula, as imagens colocadas em cada slide.

A aula deve ser ministrada com segurança, sendo desnecessário portar qualquer folha diante da classe.

Para facilitar no preparo da aula, é disponibilizado um passo a passo das aulas no site oficial de CIAs. Assim, a professora saberá o que abordar em cada slide, evitando estender o tempo de ministração da aula.

O material didático disponibilizado não diminui a necessidade de preparo espiritual. A professora deve buscar do Senhor a graça, para que todos os presentes sejam alcançados através da Palavra.

As aulas de adolescentes devem durar cerca de 20 minutos. Já as aulas de crianças e intermediários devem durar cerca de 15 minutos, uma vez que essas classes perdem a atenção rapidamente. Caberá aos pastores reiterar essa orientação para as professoras antes dos encontros.

13.5. A oração das classes

Nos encontros deve ser providenciado um microfone para as classes orarem.

O momento do encontro não é apropriado para ensinar a criança ou intermediário a orar. Isso deve ser feito no período de louvor da Escola Bíblica Dominical. Assim, só devem orar nos encontros, aqueles que já sabem orar sozinhos, sem auxílio das professoras.

13.6. A assistência e recepção das classes

As professoras devem ficar atentas para recepcionar as crianças, intermediários e adolescentes nos encontros, dando boas-vindas a todos, levando-os até o local onde vão se assentar. Eles devem se sentir importantes e amados no nosso meio, entendendo que o dia do encontro é um dia especial que o Senhor reservou para eles.

No dia do seminário de crianças ou intermediários, os bancos da frente da igreja devem ser reservados para as crianças menores.

Ao final do encontro todos deverão ser assistidos, sendo que os instrumentistas irão solar o instrumento de forma solene no momento da assistência.

Os diáconos, obreiros, professoras e demais irmãos devem participar assiduamente da assistência, se dirigindo aos visitantes, às classes, conversando, dando atenção a todos, mesmo que não queiram oração. Lembramos que a assistência deve continuar após os encontros.

13.7. A Orquestra Júnior

A Orquestra Júnior não deverá ser usada nos períodos de louvor dos Seminários de Março e Evangelizações de Outubro.

Nos seminários e evangelizações a prioridade é o ensino da Palavra de Deus e a assistência aos visitantes. Assim, cada um deve se assentar junto de seus convidados. Porém, nesses meses, os pastores devem dar ênfase para que a Orquestra Júnior seja usada nos cultos, oferecendo louvores ao Senhor.

13.8. A ornamentação dos templos

Os templos já possuem a ornamentação orientada pelo Espírito Santo, a saber, o arranjo do púlpito.
As professoras não devem ornamentar os templos com balões, trombetas ou com qualquer outro tipo de enfeite. Frisamos que as CIAs não podem perder a referência de que estão entrando na Casa de Deus, que é Casa de Oração.

“A minha casa será chamada casa de oração.” Mateus 21:13b

“A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores.” Provérbios 10:22

As professoras poderão fazer painéis de EVA ou banners com os temas dos encontros para que as crianças, intermediários e adolescentes, bem como os visitantes, tirem suas fotos de recordação.

Junto com o material dos seminários e evangelizações é encaminhado uma sugestão de banner e de painel de EVA.

13.9. Os seminários e evangelizações para a classe de 0 a 3 anos

As instruções gerais para os Seminários de Março e Evangelizações de Outubro para a classe de 0 a 3 anos são as mesmas das demais classes. Porém, tendo em vista que essa classe perde rapidamente a atenção, em razão da idade, os encontros se darão de forma diferenciada em alguns pontos.

O ministério local definirá o dia e hora dos seminários e evangelizações, como nas demais classes.

Destacamos que, a classe de 0 a 3 anos, por ser pequenina, terá apenas uma aula no seminário de março.

O material completo dos Seminários de Março e Evangelizações de Outubro será disponibilizado pelo Grupo de Trabalho de CIAs no site oficial de CIAs.

Os Seminários de Março e Evangelizações de Outubro deverão seguir a mesma orientação quanto a organização do ambiente, tempo e roteiro das aulas semanais de 0 a 3 anos.

Excepcionalmente, quando o anexo da igreja for pequeno para acomodar todos os participantes do encontro, quais sejam: mães e filhos de 0 a 3 anos, visitantes e demais convidados, as aulas especiais da classe de 0 a 3 anos poderão ser realizados dentro do templo, sempre em horário diferente dos cultos e das Escolas Bíblicas Dominicais.

Para os Seminários de Março e Evangelizações de Outubro são necessárias as participações dos instrumentistas para o período de louvor, diáconos e obreiros para darem assistência aos visitantes.

13.10. Os slides dos seminários e evangelizações

Os slides são um recurso visual maravilhoso que o Senhor tem colocado à disposição das professoras e contribuem para a fixação do ensino, tornando a aula mais didática e facilitando o entendimento para as classes.

Os slides das aulas e dos períodos de louvor não devem ser utilizados antes dos encontros, seja no momento dos cultos, seja para ensaios com as classes. Após os encontros poderão ser utilizados normalmente.

Lembramos que esse material é uma “surpresa” para as classes e convidados.

As professoras deverão verificar com antecedência os slides, testando se todos passam sem travar e se todas as animações estão passando corretamente. Devem verificar, ainda, se a configuração das frases e imagens estão corretas, uma vez que algumas versões de Office podem alterar a configuração das fontes e travar a apresentação de slides. Nesse caso, deverá ser feita a configuração prévia dos slides ou trocado o computador.

Se algum slide tiver som, a professora deverá testar, com antecedência, para que no dia do seminário/evangelização, o som funcione corretamente no momento da aula.

Não se deve retirar, incluir, modificar nenhum slide das aulas e períodos de louvor, uma vez que todas as imagens dos slides foram selecionadas e avaliadas pelo Grupo de Trabalho de CIAs.

13.11. Orientações gerais

Os pastores, diácono responsável, professoras e demais irmãos envolvidos no trabalho, ainda deverão observar as seguintes orientações para os Seminários e Evangelizações:

Autorização dos Pais: deverão ser evitados grandes deslocamentos de crianças e intermediários, devendo ser dada preferência para realização nas igrejas locais ou polos. Excepcionalmente, se houver necessidade de deslocamento de crianças, intermediários e adolescentes, deverá ser providenciada a devida autorização dos pais ou responsáveis, quando necessário.

Identificação: todas as crianças e intermediários deverão usar crachá contendo as seguintes informações: nome completo, igreja a que pertence, nome do pastor, telefone de contato. Para os adolescentes é dispensado o uso de crachás.

Onde se assentam as professoras: as professoras se assentarão no meio das fileiras.

Abertura e encerramento: a abertura dos encontros será feita por um pastor, que dará a todos a palavra de “Boas-Vindas”. Após, será feito o clamor pelo Sangue de Jesus e imposição de mãos. A seguir, o pastor passará a palavra para a professora que conduzirá o período de louvor.

No final dos encontros, o pastor assumirá novamente para fazer o encerramento. Nesse momento, procederá a entrega dos dons espirituais e dará uma palavra de encorajamento e esclarecimento, orientando as crianças, intermediários e adolescentes que tomem sua decisão de aceitar o Senhor.

Caso haja muitos dons espirituais, esses deverão ser entregues no decorrer do encontro. Todos os dons deverão ser discernidos, pois muitos ainda não conseguem entender o significado dos dons.

Cuidados Especiais: lembramos a necessidade das crianças, intermediários e adolescentes se alimentarem em suas casas, antes de virem para o encontro. Não deverão participar dos encontros crianças e adolescentes enfermos (com sintomas de COVID, gripe, febre, vômito, diarreia, nem com doenças contagiosas como conjuntivite, sarampo, catapora, caxumba, dentre outras).

Apoio: deverá haver equipes de apoio para conduzir as crianças, intermediários e adolescentes aos banheiros, antes do início e depois das aulas.

Movimentação no momento das aulas: Deve-se evitar que crianças e adolescentes se levantem durante as aulas. Já é ensino da Obra que as classes não saiam durante os cultos. Uma criança pode chegar a ter uma necessidade importante imprevista, ou ainda ser visitante, que não aprendeu a reverência nos cultos. A professora se certificará da situação, chamará uma irmã da equipe de apoio, que levará a menina. Se for menino, um irmão o levará.

XIV. O Site Oficial do Trabalho

O site oficial de CIAs (https://www.ciasmaranata.org.br/) foi criado com o objetivo de auxiliar as professoras, diáconos responsáveis, pastores e demais irmãos envolvidos no trabalho.

Nele são encontrados diversos materiais, tais como:

  • EBD - Classes de 0 a 3 anos
  • EBD - Classes de 3 a 15 anos
  • EBD - CIAs com deficiência
  • Áudio dos louvores
  • Coletânea de louvores para projeção
  • Desenhos para colorir
  • Estudos anteriores
  • Evangelização de Outubro
  • Gestos dos louvores
  • Materiais diversos: diários de classes, promoção de classes, cartazes, painéis etc.
  • Projeto Aprendiz Júnior
  • Orientações para o trabalho
  • Seminário de março

Além dos estudos das classes em português, o site também disponibiliza os estudos traduzidos para os idiomas inglês, espanhol, russo, francês e italiano.

Além dos idiomas acima mencionados, a aula semanal de CIAs também pode ser traduzida para todos os idiomas, através do TRANSLATE, disponibilizado no site oficial de CIAs.

É importante que as professoras baixem o material diretamente do site, pois assim, pode-se verificar, através de estatísticas de acesso ao site, o alcance do trabalho de CIAs em todo o Brasil e demais países.

AVISO IMPORTANTE: Todas as vezes que os irmãos forem baixar materiais recém-publicados no site, é importante clicar no botão ATUALIZAR, que fica na parte superior do site, conforme abaixo, ou pressionar juntamente as teclas Ctrl+Shift+R:

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